Quem vai reivindicar o corpo de uma prostituta?

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • EUA versus Irã: uma guerra de forças desiguais que nenhum dos lados poderia vencer

    LER MAIS
  • A onda de calor que está reescrevendo a história climática da Europa

    LER MAIS
  • FIFA aciona protocolo climático e interrompe partida da Copa do Mundo 2026

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Julho 2018

Amelia Tiganus é uma sobrevivente. Ela gosta também da denominação de combatente, porque segue lutando, por ela e por outras. Nasceu na Romênia em 1984, porém faz 16 que vive na Espanha. Até ali chegou escapando de uma vida de violência e em busca de um futuro melhor aos 17 anos, sem se dar conta que havia sido presa por uma rede de tráfico de pessoas.

A reportagem é de Sonia Santoro, publicada por Página/12, em 16-07-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Esteve em Buenos Aires para contar sua experiência, debater, refletir no “I Congresso Abolicionista Internacional. Para um abolicionismo real” que se realizou no Centro Cultural San Martín organizado por agrupações abolicionistas e centros de investigação acadêmica: Trece Rosas; Furia Trava; Red Alto al Tráfico y a la Trata (RATT Argentina); Taller abierto de historia de género, Cát. Historia Argentina III “B” (Facultad de Filosofia y Letras, FFyL – Universidad de Buenos Aires, UBA); Instituto Interdisciplinario de Estudios e Investigaciones de América Latina (Indeal, FFyL – UBA), entre outros.

Amelia se ocupa de transmitir sua história para prevenir. “Quando comecei a ler sobre feminismo e me submergi nele, entendi que minha história não era só pessoal e que havia sido coagida. Conheci a existência do patriarcado”, disse. É ativista do sítio feminicidio.net, uma organização que visibiliza os assassinatos de mulheres por razões de gênero, incluídos aquelas produto da prostituição. Esta plataforma marca que, desde o ano de 2010, foram cometidos 42 femincídios por prostituição, principalmente assassinadas por seus clientes. O último se produziu no 26 de janeiro deste ano.

Tiganus insiste na pouca visibilidade que se dá a esses dados: “A vida das mulheres importa muito pouco. A daS putas, menos. Quem vai reivindicar o corpo de uma mulher prostituta? ”.

Dentro da organização ela coordena o projeto de sensibilização, formação e prevenção de prostituição, tráfico e violência sexual.

Confira neste link a entrevista com Amelia Tiganus

Leia mais