Bolívia é o país que mais cresce na América Latina

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Lara Ely | 31 Outubro 2017

Apesar da crise no preço das commodities, a Bolívia está há mais de uma década crescendo a uma média anual de 5% – crescimento superior ao dos Estados Unidos e demais países sul-americanos. Apenas no ano passado, cresceu 4,3%, sendo seguida por Paraguai (4,1%) e Peru (4%). Com estes números, o país se tornou o que mais cresce na América do Sul.

No poder há dez anos, o governo de Evo Morales mantém o crescimento graças a nacionalização do Petróleo e às exportações de gás natural que vende ao Brasil e à Argentina. Embora tenha feito esforços para diversificar a economia (com a venda de diesel, estanho e soja), permanece a pergunta de quanto tempo vai conseguir sustentar seu modelo de desenvolvimento, considerado "milagre econômico boliviano".

Fonte: Cepal 

Os dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe – Cepal, lançados na semana passada, estimam que toda a região crescerá 1,2% em 2017 e 2,2% em 2018, impulsionada pela produção de matérias-primas. Se comparado ao dos Estados Unidos, que cresceu apenas 1,5%, o desempenho da Bolívia foi bastante alto. O Brasil teve retração de 3,6% em 2016.

O Brasil tem o sexto pior desempenho da região em 2017, empatado com o Equador e atrás de países como a Venezuela (-8%), Cuba ( 0,5%) e Suriname (-0,2%). Para 2018, o Brasil deve ter um crescimento mais robusto de 2%, segundo a Cepal, o que melhora a posição do País entre os demais.

A Cepal afirma que a capacidade dos países da América Latina e do Caribe de gerar um crescimento sustentado depende dos "espaços para adotar políticas que apoiem o investimento", a fim de reduzir "os efeitos de choques externos e evitar consequências significativas no desempenho das economias no médio e longo prazo". Nesse contexto, a instituição defende impulsionar o investimento público e privado, e diversificar a estrutura produtiva, para gerar "maior valor agregado e incorporar tecnologia e conhecimento."

No campo político, a gestão de Evo tem sido elogiada por suas reformas inclusivas, mas criticada por suas tendências autoritárias, casos de corrupção e o nascimento de uma chamada "burguesia aymara" – em referência ao povo indígena do qual Evo faz parte.

Segundo apontou reportagem da BBC, embora haja posições distintas em relação à atuação política de Morales, sobre a condução da economia os especialistas nacionais e internacionais convergem. Segundo eles os três pilares do sucesso econômico da Bolívia estão baseados no gás e petróleo, investimento planejado e estabilidade. 

Leia mais: