Florestas tentam “salvar o mundo” do aquecimento, mas isso não é suficiente

Fonte: Pixabay

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11 Novembro 2016

Um estudo publicado nesta terça-feira (8) na revista Nature Communications mostra que a taxa de crescimento do CO2 que fica na atmosfera estabilizou nos últimos anos, apesar das emissões do gás pelos humanos continuarem aumentando. Isso quer dizer que a quantidade de gás carbônico na atmosfera continua subindo, mas a uma mesma taxa, enquanto a taxa de emissão cresce ano a ano. E os autores do estudo sugerem que isso seja graças a florestas, que estariam absorvendo mais CO2 do que antes.

A reportagem foi publicada por portal UOL, 09-11-2016.

Apesar da constatação, os cientistas alertam: essa atuação do ecossistema pode ser apenas temporária e não é suficiente para impedir o aumento das temperaturas. Ou seja, nada adianta as florestas tentarem salvar o mundo se os humanos continuarem com as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Para o físico brasileiro Paulo Artaxo, professor da USP e membro do painel climático da ONU, este novo estudo aumenta a importância de preservar áreas como a Amazônia, floresta em que as árvores crescem até 10 vezes mais rapidamente do que no resto do mundo. No entanto, lembra que, como os autores sugerem, a floresta sozinha não pode fazer nada.

“Ela só pode ajudar até certo ponto. Estão indicando que florestas estão absorvendo mais CO2 do que estavam há 10 ou 20 anos, mas que a floresta não pode fazer este serviço para sempre porque há limitações. Dá a impressão de que as florestas estão salvando a humanidade do aquecimento global, mas não é bem assim” Paulo Artaxo.

A pesquisa dos cientistas notou que a taxa de CO2 que fica na atmosfera cresceu de forma constante entre 1960 e 1990. No entanto, houve uma redução do aumento (ou seja, continua aumentando, mas a uma taxa menor) em 2,2% por ano entre 2002 e 2014.

Os modelos usados pelos pesquisadores sugerem que isto ocorreu por causa das plantas, que estariam absorvendo mais CO2 do que antes. Do total das emissões humanas de CO2, uma parte é absorvida pelas plantas, outra por oceanos, e o restante segue na atmosfera – este último é a proporção que estaria estabilizada.

O físico brasileiro Paulo Artaxo alerta ainda que fica com um pé atrás em relação ao estudo, apesar de notar que a equipe é boa. Para o cientista, a modelagem ainda não é perfeita para tirar conclusões.

Nesta semana, representantes da comunidade mundial participam da COP-22, em Marrakech, no Marrocos. O encontro global continuará a discutir o Acordo de Paris, com foco principal na discussão sobre os investimentos para evitar o aquecimento.

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