Jesuítas da Indonésia: diálogo, a melhor arma contra o fundamentalismo

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15 Agosto 2016

Está em andamento na Indonésia, a quarta Conferência dos Jesuítas da Ásia e do Pacífico sobre o tema "Um apelo ao diálogo sobre a sustentabilidade da vida no contexto da Asean", a Associação das Nações do Sudeste Asiático.

A reportagem é de Stefano Leszczynski, publicada no sítio da Radio Vaticana, 10-08-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O evento – que ocorre na Universidade Católica Sanata Dharma de Yogyakarta, fundada pela Companhia de Jesus – conta com a participação de mais de 150 pessoas provenientes de todos os países da região e tem como objetivo encontrar bases comuns para abordar, de forma compartilhada, os problemas ligados ao ambiente, à luta contra a pobreza e ao diálogo inter-religioso.

A Indonésia é o país muçulmano mais populoso do mundo e é tradicionalmente inspirado por uma cultura tolerante, mas, nos últimos anos, o fundamentalismo islâmico está perigosamente entrando na sociedade.

Sobre o encontro, ouvimos o vice-reitor da Sanata Dharma University, Prof. Ouda Teda Ena.

"Um dos temas de debate durante essa conferência é o do diálogo inter-religioso. Porque, no Sudeste Asiático, a composição da população é bastante variada a partir de um ponto de vista religioso. E, com o diálogo inter-religioso, também há a esperança de que as pessoas possam se compreender melhor reciprocamente. Desse modo, podemos combater alguns aspectos do fundamentalismo nas religiões."

Entre os temas da conferência, também está o do papel da educação na promoção do diálogo entre culturas e fés diferentes.

"Sim, é verdade. Uma das chaves para que isso ocorra passa justamente pela cultura e pelo diálogo inter-religioso. E essa é a razão pela qual, desta vez, a conferência é realizada em uma instituição universitária, como a Sanata Dharma. Desse modo, temos uma compreensão melhor de como a educação deve ser promovida. Uma das propostas, por exemplo, é que, nas escolas, seja promovido o diálogo inter-religioso através do ensino de mais religiões, e não apenas da majoritária. Na Indonésia, o nosso governo reconhece seis religiões diferentes e, em nível universitário, no nosso ordenamento, temos um curso de estudos dedicado ao estudo de todas as religiões reconhecidas pela Constituição indonésia."

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