Atingidas pela hidrelétrica de Jirau bordam arpillera cobrando justiça ao assassinato de Nicinha

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • Um bomba social por trás do Auxílio Brasil

    LER MAIS
  • O evangelismo empreendedor: o entrepreneurship na ação política das organizações não-governamentais transnacionais da nova direita

    LER MAIS
  • Pedro Casaldáliga no caminho dos Padres da Igreja da América Latina. Artigo de Juan José Tamayo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: Cesar Sanson | 21 Julho 2016

Nicinha partindo para o fundo do rio, puxada pela pedra na qual seu corpo foi encontrado. Na canoa seu companheiro Nei, que sempre a acompanhará na luta e na pesca de mãos dadas, no fundo o linhão da Jirau, e ao lado o acampamento dos pescadores com as caças e seus dois cachorros.

“Justiça para Nicinha”, esse é o nome que leva a arpillera confeccionada pelas atingidas da hidrelétrica de Jirau em Nova Mutum este final de semana (16), cobrando agilidade nas investigações de assassinato de Nicinha, companheira de luta.

“Essa é a maneira que nós, mulheres, encontramos para denunciar a lentidão da justiça e do estado com o caso de Nicinha”. Estávamos a mais de 6 meses com o corpo de Nicinha desaparecido, depois de encontrado ainda não tivemos nem o direito de enterra-lo pois o exame de DNA ainda não feito” comenta Creuza da Silva do MAB.

A carta é publicada por Movimento Atingidos por Barragens - MAB, 19-07-2016.

Eis a carta.

A historia que venho relatar é de uma mulher guerreira que lutava bravamente sem medir forças.

Nossa querida Nicinha, que foi assassinada covardemente e que até hoje não foi feito justiça.

Através de nosso trabalho denunciamos a tamanha falta de respeito com a humanidade.

Quantas pessoas irão ter que morrer para que a usina cumpra com seus deveres?

Exigimos que a lei se manifeste e faça nossa luta valer a pena, hoje sofremos com a perda de mais uma militante.

Águas para a vida e não para a morte!

Mulheres, Água e Energia não são Mercadorias!

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Atingidas pela hidrelétrica de Jirau bordam arpillera cobrando justiça ao assassinato de Nicinha - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV