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11 Janeiro 2016

Pablo…

“No final de junho de 2014, o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, escreveu a Leo Pinheiro, da OAS: “Ouça a música do cantor Orlando Silva”. O empreiteiro respondeu: “Ligo pra ele”. No dia seguinte, Vaccari enviou: “Conserte as duas faixas arranhadas, caso tenha solução” – Natuza Nery, jornalista – Folha de S. Paulo, 11-01-2015.

…Qual é a música?

“Orlando Silva, deputado pelo PC do B, não recebeu recursos da OAS, mas a Direção Nacional da sigla foi contemplada com R$ 600 mil logo após as mensagens, em agosto de 2014” – Natuza Nery, jornalista – Folha de S. Paulo, 11-01-2015.

Levy, no Banco Mundial vai substituir diretor que não queria mais trabalhar com Yong Kim

“Direto de Washington A Rádio Corredor do Banco Mundial diz que o francês Bertrand Badré deixou a diretoria financeira da instituição porque não aguentava mais trabalhar com o presidente do banco, Jim Yong Kim. É para este lugar que vai o brasileiro Joaquim Levy. Mas... O comentário de um conhecido economista é que Joaquim, após ter trabalhado com Dilma, vai tirar de letra este coreano. Parece maldade. E é”  Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 11-01-2016.

Porcarias

“Cenário atual? Legado? Nenhum. Nem do samba-canção, nem do samba propriamente dito, nem da bossa nova, e nem de qualquer ritmo brasileiro. Fomos reduzidos a porcarias como axé, sertanejos e padres cantores. A boa música brasileira hoje não pode contar com as gravadoras, nem com o rádio, nem com a televisão, nem com as casas de shows e nem com ninguém. Os últimos grandes cantores, se quiserem se apresentar, têm de pagar para cantar. Há muita gente fazendo coisa boa, mas escondido, sem a menor chance de penetrar no mercado” – Ruy Castro, escritor, ao responder à pergunta “Qual é o legado do samba-canção no atual cenário musical brasileiro?” – Zero Hora, 08-01-2016.

Torresmo

“Feijão com arroz e um bifinho de crédito estatal, talvez um torresmo. Parece que é isso que será a política econômica de 2016, na melhor da hipóteses. Pelo menos é a impressão que fica da primeira semana de 2016 dos novos economistas de Dilma Rousseff. Caso a presidente não caia, ela promete ainda oferecer um churrasco na Previdência, um projeto para fixar uma idade mínima para a aposentadoria” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 10-01-2015.

Dilma, Wagner e Barbosa

“O governo não é muito mais que Dilma, Wagner e Nelson Barbosa, ministro da Fazenda. O restante do ministério ou cuida de interesses setoriais do mundo privado, ou já está avariado, ou é uma chusma de inúteis, para dizer o mínimo. Após a fritura de Wagner, virá ainda o tumulto da Quaresma do impeachment” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 10-01-2015.

Vazio de ideias

“A metade final do ano será ocupada por Olimpíada e eleição municipal. Ou seja, o ano terá uns três meses. Talvez seja tempo até demais, dado o vazio de ideias” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 10-01-2015.

Sarneyzação

“A perspectiva neutra por enquanto é de sarneyzação, de economia em deterioração contínua, mas não explosiva, de governo desmoralizado e sem iniciativa, de ruína da elite política, de impasse até a eleição seguinte” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 10-01-2015.

Morto, mas não enterrado

O impeachment está morto, mas não enterrado” – Lula, ex-presidente da República – O Estado de S. Paulo, 07-01-2016.

A renúncia de Dilma

“No fim de dezembro, o professor Delfim Netto, 87 anos, recebeu a visita de Jaques Wagner. O ministro, depois de homenagens ao mestre, pediu conselhos para o governo. Delfim não se fez de rogado: “A primeira coisa que ela tem a fazer é renunciar (e, depois de uma pausa que parecia interminável)... do comando do Ministério da Fazenda” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 07-01-2016.

Ou seja...

“Deixa o Nelson Barbosa (ou outro qualquer que ocupe o lugar) trabalhar” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 07-01-2016.

Recuo estratégico

“Michel Temer decidiu tirar o pé do acelerador do impeachment. Com isso, o vice busca a neutralidade do Planalto na disputa pela presidência do PMDB, em março, para ser reconduzido com tranquilidade ao posto. Se conseguir a unidade da sigla em torno de seu nome, Temer pavimenta o caminho dos dois desfechos possíveis para o processo contra Dilma: se a deposição tiver êxito, terá o leme na mão. Se a proposta não vingar, as pontes com o governo poderão ser refeitas”  Natuza Nery, jornalista – Folha de S. Paulo, 07-01-2016.

Esperando Godot

“A ideia é se reeleger ao comando da legenda primeiro e, depois, ver como o impeachment caminha” – Natuza Nery, jornalista – Folha de S. Paulo, 07-01-2016.

Candidato à Geni

“Aliados de Temer já sentiam, também, que a posição mais distante do Planalto o transformava em alvo de vazamentos na Operação Lava Jato. Auxiliares apostam que a bandeira branca estendida pelo ministro Jaques Wagner (Casa Civil) deve tirar o vice da linha de tiro momentaneamente” – Natuza Nery, jornalista – Folha de S. Paulo, 07-01-2016.

Desfiliação

“Se ela (Dilma Rousseff) se desfiliar do PT e assumir o compromisso de não participar da campanha à sua sucessão, poderia desarmar o PSDB e a sua posição mais radical”  Cid Gomes, ex-ministro da Educação do governo Dilma, em entrevista ao “Diário do Nordeste” (CE) – O Globo, 06-01-2016.

Cinismo

“A ditadura saudita só se permite o primitivismo e as arbitrariedades do seu poder porque conta com apoio dos Estados Unidos, em qualquer circunstância. O seu petróleo vale mais do que todos os princípios de relações humanas ou entre nações. E o cinismo a tudo se sobrepõe: a imprensa e a TV americana tanto propagavam a aliança proveitosa do seu país com a Arábia Saudita, como noticiavam provir da Arábia Saudita o financiamento de Osama Bin Laden que os Estados Unidos combatiam, e que lhes tirara as duas torres nova-iorquinas” – Janio de Freitas, jornalista – Folha de S. Paulo, 07-01-2016.

Cinismo 2

“A estupidez humana explodiu mais uma vez, agora, na Coreia do Norte, sob a forma de bomba de hidrogênio. Os Estados Unidos deviam saudar seus imitadores comunistas. Porque condições morais para criticá-los, o maior poder armado do mundo não pode ter. Nem Inglaterra, França, Rússia, Israel, China, India, Paquistão, talvez mais. O mundo é dos cínicos” – Janio de Freitas, jornalista – Folha de S. Paulo, 07-01-2016.

Thomas More

“Por falar em efemérides, no meio literário de todo o mundo desenham-se comemorações pelos 500 anos do lançamento do livro “Utopia”, de Thomas More (1478-1535). Ele narra a vida numa ilha da felicidade. Mas, com o tempo, o título da obra virou sinônimo de projeto irrealizável, de fantasia. Tem uma versão em que More teria se fascinado pelas narrações extraordinárias de Américo Vespúcio (1454-1512) sobre a recém-avistada ilha de Fernando de Noronha. Mas esta versão pode ser, quem sabe?, mais uma mania de grandeza dos queridos pernambucanos, que acham que o Rio Beberibe se une ao Capibaribe, em Recife, para formar o Oceano Alântico” – Janio de Freitas, jornalista – Folha de S. Paulo, 07-01-2016.