Solidariedade, sobriedade, justiça: os três deveres em tempos de crise

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29 Junho 2009

Ou o futuro será habitado pela solidariedade, ou não haverá futuro para a comunidade humana. Mas a solidariedade não pode crescer se não for acompanhada pela justiça, pela sobriedade e pelo respeito à pessoa.

Os olhos da fé – escreve o cardeal Dionigi Tettamanzi – nos fazem localizar o verdadeiro fundamento da solidariedade, melhor, o fundador, Jesus Cristo, revelado a nós na Palavra de Deus, onde a solidariedade é um fio condutor que atravessa os livros históricos, sapienciais e proféticos. Hoje, a solidariedade deve ser aplicada ao mundo da economia e das finanças e investir o âmbito familiar e a relação com os migrantes, sob a marca da responsabilidade, da justiça, da caridade.

Justiça, solidariedade e sobriedade formam um tema inseparável. Bento XVI, na sua homilia do dia 31 de dezembro de 2008, lançou um apelo: a crise "pede a todos mais sobriedade e solidariedade para ajudar sobretudo as pessoas e as famílias em dificuldades mais graves". A sobriedade é uma virtude que nasce e cresce por meio de um sábio e corajoso discernimento, que a mantém intimamente unida à sua finalidade: ser um caminho privilegiado que conduz à solidariedade, à partilha verdadeira e concreta de tudo o que é necessário para viver segundo a dignidade humana, que é de todos, sem nenhuma discriminação.

(cfr. notícia do dia 29-06-09, desta página).