Brasil propõe empréstimos bilaterais ao FMI

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • O que pensam os especialistas sobre o acordo Irã-EUA?

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

16 Outubro 2011

Ao contrário do discurso oficial do G-20 ministerial, o governo brasileiro fez uma proposta concreta sobre a modalidade do aumento de capital do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil defendeu que a recapitalização seja feita por meio de empréstimos bilaterais, os Note Purchase Agreements (NPA), realizados apenas em caso de necessidade.

Em contrapartida, o país quer discutir no futuro a redistribuição de cotas, que determinam a influência no comando da instituição.

A reportagem é de Andrei Netto e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 16-10-2011.

Segundo o ministro de Finanças da França, François Baroin, uma maioria dos países do G-20 defende a recapitalização do FMI, que assim garantiria recursos além dos US$ 390 bilhões hoje disponíveis para enfrentar a crise. Mantega confirmou a convergência, mas reiterou que os Estados Unidos contestam em parte a medida. "A maioria dos países concorda em ter um fundo mais forte e com a munição necessária", disse Mantega. "Mas os europeus devem fazer a lição de casa. Não será o FMI que vai recapitalizar os bancos."

Mantega ressaltou que o eventual aumento do capital não será feito por todos os países-membros do fundo, mas apenas pelos que decidirem participar de forma voluntária.

A proposta foi feita pelo governo brasileiro e, segundo o ministro, não recebeu restrições, nem mesmo dos Estados Unidos. "Os recursos adicionais serão acordados por empréstimos bilaterais. Mas só se for necessário", disse. "Acredito que haverá concordância americana."

Mesmo que o aumento de capital seja voluntário, porém, o governo brasileiro deixou claro que quer discutir, a partir dessa recapitalização, a redistribuição das cotas. "Vamos ver se vão aceitar essa discussão."