A Filarmônica de Berlim transforma em música a teologia de Hans Küng

Mais Lidos

  • A pobreza é fabricada: ela também pode ser erradicada. Artigo de Olivier de Schutter, Thomas Piketty e Joseph E. Stiglitz

    LER MAIS
  • Começa a Copa do Mundo mais quente de todos os tempos, encobrindo os petrodólares por trás das mudanças climáticas

    LER MAIS
  • A Anthropic revela ao público sua arma mais poderosa: Claude Fable 5, a IA dos Mythos, chega ao mercado

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Outubro 2011

Na declaração são ressaltados os valores comuns das grandes religiões que poderiam servir de base para um mundo mais justo e sem violência.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 03-10-2011. A tradução é do Cepat.

A Filarmônica de Berlim transforma em música a teologia do sacerdote católico e professor universitário Hans Küng, sancionado pelo Vaticano.

De acordo com a Fundação Ética Mundial, presidida pelo teólogo suíço de 83 anos, em sua obra para coro e orquestra de uma hora e meia de duração, o compositor britânico Jonathan Harvey levou à partitura os pensamentos de Küng sobre as religiões mundiais. O próprio Küng é o autor do texto.

A obra consta de seis capítulos, cada um correspondente a um princípio da Declaração de Ética Mundial de 1993, da qual Küng foi o redator. Na declaração se ressaltam os valores comuns das grandes religiões que poderiam servir de base para um mundo justo e sem violência.

Küng não deu detalhes sobre a música, mas garantiu que a composição contempla em seus seis capítulos as tradições musicais do budismo, hinduísmo, religiões chinesas, judaísmo, islã e cristianismo.

A estreia será no dia 13 de outubro sob a batuta de Simon Rattle e no qual participarão também o Coro da Rádio-Televisão de Berlim, assim como um coro infantil.

Küng foi perito do Concílio Vaticano II e colega em tempos universitários de teólogos renomados de sua época como Karl Rahner, Yves Congar, Henri de Lubac, Hans Urs Von Balthasar ou Joseph Ratiznger, atual Bento XVI.

Em 1979, o Vaticano cassou-lhe a licença para lecionar devido ao seu livro Infalível?, onde critica o dogma da infalibilidade papal.

No entanto, Küng continuou sendo professor de Teologia Ecumênica na Universidade de Tübingen (Alemanha). Além disso, segue sendo sacerdote ativo, sem que a Santa Sé revogasse suas licenças.