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16 Setembro 2011

A denúncia de trabalho escravo em confecções brasileiras que produziam roupas para a Zara, há cerca de um mês, fez com que a varejista espanhola tivesse sua imagem abalada e a deixou vulnerável. Ontem, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco enviou notificação recomendatória à Zara porque sua loja no Shopping Center Recife está há cerca de 15 dias com o aparelho de ar condicionado quebrado.

A reportagem é de Beth Koike e publicada pelo jornal Valor, 16-09-2011.

O MPT solicitou que o problema seja solucionado em até 48 horas após o recebimento da notificação. Segundo o diretor institucional e de responsabilidade social da Inditex (controladora da Zara), Jesus Echevarria, o conserto do aparelho será realizado até domingo. O executivo chegou ao Brasil esta semana para prestar esclarecimentos na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Echevarria informou que está sendo realizada uma auditoria rígida com os 50 fornecedores da rede no Brasil a fim de analisar se ainda existe alguma irregularidade. A última fiscalização ocorreu no ano passado. "A AHA ocultou a informação, não disse que subcontratava e que trabalhava em desacordo com o nosso código de conduta", disse, referindo-se à confecção em que foram encontrados empregados em situação análoga à escravidão. A Zara interrompeu o contrato com a confecção AHA.

A denúncia de uso de mão de obra escrava no Brasil, segundo Echevarria, foi a pior já registrada pela varejista no mundo. "Em outras regiões, como no Camboja, tivemos alguns relatos de irregularidades mas não dessa grandeza e conseguimos agir antes, devido às auditorias que realizamos frequentemente", disse. "Pedimos desculpas por não termos localizado o problema antes no Brasil também. É uma realidade dramática e inadimissível", acrescentou. Ele informou que manterá a parceria com confecções locais, mas com controle mais rigoroso para admissão de novos fornecedores.

A varejista anunciou na quarta-feira a criação de um telefone para receber denúncias de irregularidades, supervisionado pelo Instituto Ethos. Entre outras medidas, também firmou acordo com a Associação Nacional de Imigrantes Estrangeiros no Brasil, para "identificar focos de situações precárias nas comunidades" e desenvolver programas de capacitação profissional.