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18 Mai 2011

Nesta entrevista ao jornal The Guardian, o cosmólogo britânico compartilha seus pensamentos sobre Deus, a morte, a existência humana, a beleza da ciência e o nosso futuro sobre a Terra.

A reportagem é de Ian Sample, publicada no sítio The Guardian, 15-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Qual é o valor em saber "por que estamos aqui"?

O universo é governado pela ciência. Mas a ciência nos diz que não podemos resolver as equações, diretamente no abstrato. Precisamos usar a teoria eficaz da seleção natural darwiniana daquelas sociedades com maior probabilidade de sobreviver. Nós lhes atribuímos um valor superior.

Você disse que não há razão para invocar Deus para acender o pavio. Nossa existência está totalmente entregue à sorte?

A ciência prevê que muitos tipos diferentes do universo espontaneamente serão criados do nada. É uma questão de sorte que estamos aqui.

Então, aqui estamos nós. O que devemos fazer?

Devemos buscar o maior valor da nossa ação.

Você teve um susto com a sua saúde e passou um tempo no hospital em 2009. O que você teme da morte – se é que teme?

Eu tenho vivido com a perspectiva de uma morte prematura pelos últimos 49 anos. Eu não tenho medo da morte, mas não tenho pressa de morrer. Eu tenho muita coisa que quero fazer primeiro. Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados. Esse é um conto de fadas para as pessoas que têm medo do escuro.

Quais são as coisas que você acha mais bonitas na ciência?

A ciência é bela quando se dá explicações simples a fenômenos ou conexões entre observações diferentes. Exemplos disso incluem a dupla hélice na biologia e as equações fundamentais da física.