Críticos atacam teoria das cordas por ser muito abstrata

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22 Fevereiro 2011

A dificuldade de achar evidências experimentais sobre a teoria das cordas é tão proverbial que foi parar até no seriado cômico "The Big Bang Theory".

O comentário é de Reinaldo José Lopes e publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, 23-02-2011.

"Não dá para provar a teoria das cordas. O máximo que dá para dizer é "Ei, minha ideia tem consistência lógica interna`", zomba um dos protagonistas da série, o físico Leonard (seu colega de república, Sheldon, é defensor ferrenho da ideia).

Na verdade, é natural que a abstração esteja nas raízes da teoria. Ela nasceu como tentativa de unificar dois reinos da física que não conversam: o do muito grande, basicamente governado pela gravidade, e o do muito pequeno, onde se aplicam as leis da mecânica quântica.

No contexto da teoria, tanto as partículas conhecidas, como os elétrons, quanto os hipotéticos grávitons, supostas partículas da gravidade, são fruto de um único fenômeno: a vibração das cordas.

O que muda é o tipo de vibração - mais ou menos como as cordas de um instrumento musical podem produzir notas diferentes dependendo da maneira como são tocadas.

Até aí tudo bem. O problema é que a validade da ideia depende da crença de que o Universo tem mesmo regras unificadas. E sempre há a chance de elas não existirem, afinal.