Filantropia adota gestão de resultado no lugar de ação

Mais Lidos

  • “Dados indicam que a Amazônia se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno, principalmente como resultado da combinação entre o desmatamento acumulado no sistema, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global e os vários fatores de degradação florestal”, afirma o pesquisador

    Capacidade de recuperação da Amazônia é limitada: centro do mundo encontra-se ameaçado por práticas predatórias e ilegais. Entrevista especial com Bernardo Flores

    LER MAIS
  • Em um discurso à nação, Trump reviveu o mito da fraude eleitoral de 2020 e exagerou a influência da China em sua derrota

    LER MAIS
  • "Se Trump perder as eleições de meio de mandato, ele invalidará a votação, arriscando um golpe”. Entrevista com Robert Kagan

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

22 Janeiro 2011

A filantropia no Brasil vem sofrendo uma importante transformação.

O artigo é de Marcos Flávio Azzi,  diretor do Instituto Azzi, e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 21-01-2011.

Cada vez mais, o setor vai deixando a atuação "missionário-caritativa", predominante há quatrocentos anos, e vem surgindo uma atuação social com foco em gestão, visão de longo prazo e atuação na causa em vez da consequência.

Esse novo foco tem como principais diferenciais o conhecimento da real necessidade da demanda (e não apenas do que se pode ofertar) e o trabalho em rede.

As instituições filantrópicas que atuam dentro desse conceito estipulam metas no início do projeto e trabalham com cobrança periódica de resultados - os projetos podem até ser cancelados no meio do período de acordo com o desempenho.

Trata-se de ter planejamento estratégico de longo prazo e aderência à missão e à visão -ter em mente onde se quer chegar, e não o aqui e agora.

Estamos entrando num período em que o poder público está assumindo um importante papel de lidar com as necessidade básicas de saúde, educação e moradia, com necessidade de recursos em escala sem precedentes.

Nesse contexto, as empresas podem transferir know-how, utilizar incentivos fiscais e estruturar conselhos para acompanhar o desempenho dos projetos sociais por elas apoiados.

Já o terceiro setor está se acelerando e se transformando, mas sofre. Não poderia ser diferente, já que lida com uma mudança cultural de apoiadores e apoiados.

Precisamos aproveitar essa ebulição para entregar o prometido e superar as expectativas.

Um dos principais desafios é encontrar a relação ótima entre os custos administrativos e de manutenção e o impacto na ponta.

Essa relação não é simples, pois, se reduzirmos muito nossos investimentos em pessoal administrativo, isso nos obriga a remunerarmos nossos funcionários abaixo do que um bom profissional receberia numa empresa.

Com isso, fica prejudicada nossa eficiência no curto prazo e, consequentemente, nosso crescimento e sustentabilidade no longo prazo.