Policiais evacuam mapuches que haviam ocupado um seminário no sul do Chile

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03 Agosto 2012

A polícia desalojou hoje um grupo de mapuches que havia ocupado um seminário da Igreja Católica no sul do Chile, iniciativa que deixou um saldo de cinco moradores presos.

A reportagem é da agência Efe, 02-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O major da polícia Ernesto Ibacache, delegado da cidade de Padre Las Casas, a 685 quilômetros ao sul de Santiago, explicou aos jornalistas que, na entrada da força policial, houve resistência por parte dos mapuches, o que levou à prisão de cinco deles.

"Foram detidos três mulheres e dois homens, e dois policiais ficaram feridos", indicou Ibacache.

Os ocupantes acusaram a Igreja de usurpadora e assinalaram em um comunicado que se tratava de "uma recuperação de caráter indefinido, pacífico e produtivo, em busca de exercer o direito ancestral" sobre esse território.

Desde os anos 1990, alguns grupos de mapuches enfrentam empresas agrícolas e florestais pela propriedade de terras que consideram como ancestrais, embora algumas de suas ações também se dirigiram contra agricultores e pequenos empresários.

Na última sexta-feira, 500 índios realizaram uma manifestação no centro da capital chilena contra a repressão policial que sofreram nos últimos dias na região de La Araucanía.

Além disso, o grupo protestou pelo envio de mais policiais para essa região, situada a cerca de 570 quilômetros ao sul de Santiago, palco de vários atos violentos no contexto do chamado conflito mapuche, a principal etnia indígena do país.

Enquanto isso, três mulheres pertencentes à Aliança Territorial Mapuche permanecem desde quinta-feira trancadas na sede da Unicef em Santiago, o que obrigou a desalojar os escritórios, segundo o Protocolo das Nações Unidas.

As mulheres pedem que a Unicef solicite ao governo a retirada das forças policiais das comunidades mapuches em La Araucanía, depois que três crianças foram alvejadas pelos policiais no último dia 23 de julho.