Esquerda grega acredita que seu eventual êxito “abrirá um caminho de mudanças” na Europa

Mais Lidos

  • Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove evento em memória ao centenário do agrônomo e ambientalista brasileiro nesta quinta-feira, 20-08-2026, às 17h30min

    José Lutzenberger, 100 anos. Da Borregaard às enchentes: os alertas ignorados

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Qual é o pior momento do ateu? Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Jonas | 16 Junho 2012

Nikos Juntis, deputado, é um dos líderes do Syriza, uma das forças políticas favoritas para ganhar as eleições presidenciais do próximo domingo. Ele sustenta que assim com a Grécia foi o primeiro país da União Europeia em que a população repudiou os ajustes aplicados pelo governo, também será o país que, em caso de vitória do seu partido, motivará “os demais povos a rejeitar” as políticas aplicadas sob pressão do bloco e dos organismos multilaterais.

A reportagem é publicada pelo jornal Página/12, 15-06-2012. A tradução é do Cepat.

“Um resultado positivo (para a coalizão radical de esquerda) pode mudar a situação na Europa, por isso entendemos o interesse europeu e do resto do mundo nas eleições de domingo”, destaca o deputado, um dos personagens mais visíveis que acompanha o candidato a presidente Alexis Tsipras.

Não obstante, as últimas pesquisas mostrarem um empate técnico entre o Syriza e a Nova Democracia, de Antonio Samaras, Juntis se mostrou “muito otimista” quanto ao resultado de domingo e garantiu que seu partido triunfará porque o povo grego “dará um ‘não’ às políticas de austeridade”, impulsionadas pela coalizão conservadora que governou durante os últimos anos.

Também estiveram presentes, durante a entrevista coletiva, representantes de partidos de esquerda de outros países europeus, em crise, que passam por ajustes e que já necessitaram de ajuda financeira do fundo de resgate continental, como Espanha, Portugal e Irlanda, assim como representantes da América Latina, que denunciaram a “intromissão inaceitável” e a “campanha do medo” das autoridades europeias para impedir a vitória do Syriza.

“Durante a sua história, ao povo argentino também foram aplicados vários memorandos e houve muitas campanhas de terror dizendo que se nós não seguíssemos a via da austeridade, chegaríamos ao caos. Entretanto, aconteceu o contrário: quanto mais memorandos eram aprovados, mais caos e mais miséria se causava”, recordou Alejandro Bodart, deputado portenho do Movimento Socialista dos Trabalhadores (MST), presente em Atenas.