O diálogo entre fé e ciência em George Coyne

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28 Abril 2012

 

Presença confirmada no XIII Simpósio Internacional IHU: Igreja, Cultura e Sociedade. A semântica do Mistério da Igreja no contexto das novas gramáticas da civilização tecnocientífica, que acontecerá na Unisinos, campos São Leopoldo, entre os dias 2 e 5 de outubro de 2012, o jesuíta e cientista norte-americano George Coyne (Baltimore, 1933) é um defensor do diálogo entre religião e ciência.

A informação é de Luís Carlos Dalla Rosa, doutor em teologia pela EST.

Formado em filosofia, teologia e matemática, com doutorado em astronomia pela Universidade de Georgetown, Coyne é um estudioso da teoria de Darwin. De 1978 a 2006, atuou como diretor do Observatório do Vaticano (1978-2006) e, em 2009, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados, recebeu da Associação Americana de Astronomia o prêmio Van Biesbroeck (referência ao astrônomo belga-americano George A. Van Biesbroeck, 1880-1974). Atualmente trabalha na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA.

Sobre suas concepções científicas, destaca-se sua tese sobre a fertilidade do Universo. Conforme entrevista concedida à IHU On-Line em agosto de 2009, no número especial sobre Teilhard de Chardin, para Coyne “o Universo é antigo e tem muitas estrelas. Durante milhares de anos essas estrelas estão suprindo o Universo com os ingredientes químicos para a vida. O Universo é fértil para a vida. Que tal fertilidade tenha produzido vida - as origens dela - ainda é mistério”.

Além de sua dedicação em pesquisas relacionadas ao campo da astronomia, Coyne se destaca pela sua contínua participação no debate sobre as implicações religiosas da evolução científica. De forma positiva, o autor compreende que, tanto entre os cientistas como entre os teólogos, há uma maior disposição para o diálogo construtivo. Por outro lado, ainda persistem barreiras. Dentre as dificuldades para o diálogo, está o fundamentalismo nas comunidades religiosas.