“Tentei impedir a renúncia de Bento XVI”, diz Gaënswein

Mais Lidos

  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam dados iniciais do pleito e tendências para o 2º turno

    1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira

    LER MAIS
  • O candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro derrota Lula no primeiro turno das eleições no Brasil. Artigo de Bernardo Gutiérrez

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: André | 15 Outubro 2013

“Tentei impedir a renúncia de Bento XVI”. O prefeito da Casa Pontifícia e secretário pessoal de Ratzinger, George Gaënswein, surpreendeu em declarações a um jornal alemão admitindo que tentou persuadir o Pontífice para que desse continuidade ao pontificado.

 
Fonte: http://bit.ly/1bRX0OZ  

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada no sítio Religión Digital, 11-10-2013. A tradução é de André Langer.

Na entrevista, a primeira que o secretário pessoal de Ratzinger, Gaënswein, concede reconheceu que “ficou sabendo das suas intenções” semanas antes que o Papa tornasse pública a sua renúncia e que, apesar das tentativas, foi impossível convencer Bento para que voltasse atrás. “O Papa havia tomado uma decisão, e não queria nem podia ser convencido do contrário”, acrescentou.

“Ele (Ratzinger) chegou à conclusão de que não tinha as forças necessárias para liderar a Igreja em tempos certamente turbulentos, e que era necessário alguém com uma forte personalidade para tomar o controle da situação”, acrescentou o religioso, que negou que o escândalo dos vazamentos, mais conhecido como Vatileaks, tivesse sido determinante na histórica decisão de renunciar.

Sobre o sucessor do pontífice emérito, Gaënswein reconhece que existem “diferenças” entre Bento XVI e Francisco, mas que estas são “de estilo e em nenhum caso dizem respeito a matérias de fé”.

“A principal diferença – aponta o secretário do papa alemão – está no modo de aproximar-se das pessoas”. Reconhece que Francisco “caminha junto com as pessoas e abraça-as”, ao passo que Bento “era mais reticente e gostava mais da paz e da tranquilidade”.