“O Papa é muito de esquerda”, afirma cardeal Rodé

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: André | 06 Outubro 2014

O cardeal Franc Rodé (foto), que acaba de completar 80 anos e foi prefeito da Congregação para os Religiosos, concedeu uma entrevista à agência de imprensa nacional da Eslovênia na qual criticou o Papa Francisco. Não têm nada a ver nem com o Sínodo sobre a Família nem com as questões doutrinais. Ou melhor, colocou em discussão outra doutrina, a social, que parece cada vez mais esquecida no mundo católico, como demonstraram algumas páginas da Evangelii Gaudium. De acordo com o cardeal esloveno, o Papa é “muito de esquerda”.

 
Fonte: http://bit.ly/1pAmyBG  

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no sítio Vatican Insider, 04-10-2014. A tradução é de André Langer.

“Sem dúvida nenhuma – disse Rodé –, o Papa é um gênio da comunicação. Comunica-se muito bem com a multidão, com a mídia, com os fiéis”. “Uma grande vantagem – acrescentou – é que sempre se mostra simpático. Por outro lado, suas opiniões em relação ao capitalismo e à justiça social são excessivamente de esquerda. Vê-se que o Papa está marcado pelo ambiente do qual provém. Na América do sul há grandes diferenças sociais e grandes debates sobre esta questão cada dia. Mas este pessoal fala muito e resolve poucos problemas.”

O artigo do jornal Piccolo, de Trieste, que reproduziu a informação da agência eslovena, recordou que o cardeal (que viveu muitos anos na Argentina durante o regime de Tito), quando foi arcebispo de Lubliana, dirigiu “a Igreja eslovena claramente na direção de um modelo capitalista”. E, como se sabe, uma diocese de seu país, a de Maribor, sofreu uma bancarrota financeira devido a investimentos muito arriscados.