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Dois cenários possíveis para o Iraque

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Por: Caroline | 09 Julho 2014

"Os atores mundiais podem apenas decidir – e promover – uma das duas alternativas para o cenário a médio prazo no Iraque: ambas realmente competem entre si e, de fato, são muito diferentes" é o que afirma o sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein, publicada por Página/12, 07-07-2014. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

A atenção mundial tem se voltado ao crescente impulso das forças conduzidas pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e tem gerado um enorme debate acerca do que deveria ser feito em relação a todos os atores externos ao EIIL, para conter o que é amplamente percebido como um movimento muito perigoso. Contudo, em algum momento, a expansão do grupo alcançará seus limites e as questões do Iraque e região terão que ser resolvidas mediante um arranjo real e a fixação de fronteiras. Poderíamos pensar que este será o cenário a médio prazo.   

Os atores mundiais podem apenas decidir – e promover – uma das duas alternativas para o cenário a médio prazo no Iraque: ambas realmente competem entre si e, de fato, são muito diferentes. Uma é a participação do Iraque em três Estados étnicos autônomos (pelo menos na questão formal). A outra é um Estado iraquiano reunificado e inclusivo, baseado no nacionalismo iraquiano. Estas alternativas são discutidas abertamente e comumente se apresentam no debate político, pois, de fato, tornaram-se um.

A participação do Iraque em três Estados étnicos – sunita, xiita e curdo – é discutida e promovida muito tempo antes de que o EIIL aparecesse no cenário como movimento agressivo. É comum que o argumento básico insista na existência de inerentes hostilidades étnicas presentes há muito tempo no Iraque, o que combina com uma concentração geográfica dos três grupos étnicos majoritários. Os proponentes tendem a dizer que as hostilidades étnicas são intermináveis e que a única maneira na qual a estabilidade no Iraque será restaurada é reconhecendo esta realidade.

Existem problemas com esta argumentação. O primeiro é que as chamadas “hostilidades inerentes” há muito tempo têm sido compatíveis com práticas contrárias, tais como o matrimônio misto entre os grupos e a coabitação pacífica em muitas áreas, especialmente nas áreas urbanas. A concentração etnográfica histórica ampliada e consagrada nos últimos 10 anos, devido às numerosas remoções étnicas, é uma consequência – mais do que a causa – do intenso conflito atual.

O segundo problema é que a separação não criará Estados étnicos homogêneos, dado que as minorias étnicas permanecerão nos três novos Estados. Falo aqui não apenas das pessoas sobreviventes não removidas de cada um dos principais grupos étnicos, mas, obviamente, também de grupos étnicos menores, tais como os cristãos, os turcos, os shabak (curdos shiitas) e os agnósticos religiosos (não confessados). A homogeneidade étnica é um objetivo irrealizável em qualquer lugar.

Para constatar a realidade disto basta dar uma olhada para a Iugoslávia, onde o conceito de separação de um Estado unificado em seus componentes étnicos foi colocado em prática (com sérias e continuas consequências que já conhecemos). O exemplo iugoslavo destaca o terceiro e mais convincente argumento contrário a esta alternativa de cenário. Antes da participação, a Iugoslávia era um importante ator geopolítico com uma fonte econômica. Já não o é mais. Depois da separação, poderemos dizer que o Iraque alguma vez foi um importante ator geopolítico, com uma forte economia, mas que já não o é mais?

Se passamos para outra alternativa seu mérito é evitar, precisamente, as armadilhas do primeiro. Contudo, sobre que base seria possível construir tal cenário? Obviamente apenas uma: a oposição ao papel imperialista dos Estados Unidos (e do mundo ocidental em geral) no Iraque. Isto é exatamente o porquê de alguns grupos a favorecem com força e outros se oporem, também com força, a ela.

Dentro do Iraque de hoje este resultado é impulsionado unicamente por um importante ator iraquiano: os sadristas. Muqtada al Sadr encabeça um movimento xiita que tem força tanto política como militar e que foi severamente perseguido sob o regime de Saddam Hussein. Todavia, desde o início, ele disse que deseja trabalhar com os movimentos sunitas sérios – aqueles localizados entre as tribos (sheikdoms), aqueles intelectuais urbanos e profissionais, inclusive ex-baathistas – e com os principais movimentos curdos. Sua única condição é que coletivamente se oponham a qualquer papel maior dos Estados Unidos no Iraque.

Há muitas perguntas abertas em um prazo muito curto. Uma é que quão distante Washington está disposta a ir para frustrar o cenário sadrista e que capacidade tem para deter Al Sadr. A segunda é que quão preparado está o Irã para sancionar a diluição de um governo puramente xiita no Iraque anti-imperialista, mas sim multiétnico. A terceira é quem assumirá o papel de campeão dos grupos sunitas externos ao EIIL no Iraque. Se os Estados Unidos parece tentar desempenhar esse papel, fazendo um trato com Irã, não gostaria a Arábia Saudita de desempenhar tal papel e assim permanecer como ator geopolítico importante na região? A quarta questão é como pode a Turquia sair do pesadelo do EIIL (que, pelo menos em parte, ela própria ajudou a criar). E, obviamente, em qualquer cenário que resulte, a alternativa escolhida terá grandes implicações para Síria e Líbano (e para a Palestina).


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