Papa se encontrará com seis sobreviventes do Holocausto

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26 Mai 2014

O encontro com seis sobreviventes do Holocausto: essa será talvez a passagem mais significativa da visita do Papa Francisco ao Yad Vashem, o Sacrário da Memória de Jerusalém, na próxima segunda-feira, às 12 horas locais, no último dia da sua viagem à Terra Santa.

A reportagem é de Massimo Lomonaco, publicada pela agência Ansa, 22-05-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Um privilégio e uma oportunidade", disse Avner Shalev, presidente do Yad Vashem (que em hebraico significa "um lugar e um nome" e é retirado de um versículo de Isaías), encontrando-se com os jornalistas.

Uma visita – logo especificou Shalev, depois de lembrar que esta será a terceira vez de um pontífice – "de grande importância". "Como líder espiritual mundial, a sua mensagem – acrescentou – é de importância religiosa e moral: não somente para valorizar o sofrimento que ocorreu, mas também para lembrar a necessidade de criar um mundo melhor na luta contra a xenofobia, o antissemitismo e a fratura dos valores humanos básicos que ocorreram durante a Shoá. Tal mensagem, vindo no Yad Vashem, do líder de milhões de pessoas tem uma importância especial."

E não é por acaso que, durante a cerimônia oficial no Sala da Recordação (Francisco não visitará o museu, como foi o caso de os outros pontífices), o papa – acompanhado pelo presidente de Israel, Shimon Peres, pelo primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, pelo secretário de estado vaticano, Pietro Parolin, e pelo rabino Meir Lau – ouvirá, em italiano, trechos da última carta escrita por Ida Goldish, uma jovem mãe morta durante as perseguições.

"A carta – destacou Shalev – revela os seus pensamentos e sentimentos mais íntimos em um momento terrível. Os seus desejos. É a essência da expressão humana, da tentativa de sobreviver e de manter a própria humanidade e os próprios valores."

Logo depois da Sala – um dos lugares mais sagrados de Israel, onde surge a chama perene em memória dos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas – vão ressoar os versos pungentes de "El Maleh Rahamim", a oração pela morte do cantor Asher Hainowitz. Então, ocorrerá o encontro com os seis sobreviventes: Avraham Harshalom, Chava Shik, Joseph Gottdenker, Moshe Ha-Elion, Eliezer Grynfeld e Sonia Tunik-Geron.

Cada um deles é história individual e coletiva de um povo exterminado no coração da Europa, mas também da ajuda dada a alguns deles por aqueles que o Yad Vashem honra como "Justos entre as Nações".

Depois, caberá ao papa falar: o seu discurso, em italiano, ocorrerá na mesma sala onde ele reavivará pouco antes a chama perene. Antes que Francisco saia do Yad Vashem, Shalev lhe dará uma cópia do quadro "Oração" (foto) que Abraham (Abramek) Koplowicz pintou no Gueto de Lodz, aos 13 anos: logo depois ele seria morto em Auschwitz.

"Abramek – observou Shalev – lutou para sobreviver, para manter a sua humanidade e talvez um pouco dos seus sonhos. A obra que ele deixou expressa os valores judaicos e universais de fé, esperança e amor."

O quadro – junto com um caderno de anotações – foi encontrado pelo pai, que sobreviveu ao extermínio: representa um judeu no ato de oração vestido do modo hassídico e envolvido no talit, o manto de oração. Mas, ao mesmo tempo, o jovem autor também mostra, por meio de muitos detalhes representados, a miséria do Gueto de Lodz, o segundo da Polônia, onde foram detidos e depois enviados para a morte cerca de 240 mil judeus.

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