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14 Abril 2014

"O papa não recebeu Frei Betto em Santa Marta, não se tratou de uma conversa articulada." O padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, redimensiona o porte do encontro ocorrido na última quarta-feira às margens da Audiência geral entre Frei Betto e o Papa Francisco.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 11-04-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O teólogo dominicano, em várias entrevistas, contou ter pedido ao papa "a reabilitação de Giordano Bruno e do Mestre Eckhart, dois dominicanos como eu...". O papa – contou – sorriu e respondeu: "Reze por isso!". A notícia deu a volta ao mundo e foi apresentada como a intenção de Francisco de "reabilitar" Giordano Bruno, condenado à fogueira pela Inquisição em 1600, cujas posições panteístas e gnósticas sempre foram consideradas incompatíveis com a fé católica.

"Também lhe pedi, como pai amoroso – disse ainda Frei Betto –, que ele sempre tenha um diálogo com aquela filha amorosa que é a teologia da libertação, uma filha fiel que quer o bem da Igreja."

O encontro improvisado com o teólogo dominicano – que está na Europa para apresentar o seu livro, o romance Um homem chamado Jesus (Rocco, 2009) –, foi enfatizado e carregado de significados que não tinha. Por isso, o porta-voz vaticano quis especificar: "Tratou-se apenas de uma saudação de passagem, no âmbito do chamado 'beija-mão' ao término da audiência de quarta-feira, e não de uma conversa articulada ou de uma audiência, e, portanto, não deve ser transformado em algo que não é. O papa se deteve por alguns instantes, ouviu e no fim concluiu, como sempre faz, convidando a rezar".

"Certamente – concluiu o Pe. Lombardi –, o Papa Francisco não teve a intenção de entrar no mérito do episódio de Giordano Bruno."