Justin Welby ordena revisão da condução da Igreja no caso do bispo de abuso sexual

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06 Outubro 2015

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, ordenou uma revisão independente da condução da Igreja da Inglaterra no caso de Peter Ball, o ex-bispo de Lewes e Gloucester, em meio a alegações de um encobrimento de abuso sexual.

A reportagem é de Harriet Sherwood, publicada no jornal The Guardian, 05-10-2015. A tradução é de Evlyn Louise Zilch.

Ball, 83, admitiu no mês passado que assediou sexualmente duas pessoas entre os anos de 1980 e 1983 e entre 1990 e 1991, e será sentenciado na quarta-feira. Ele também admitiu a má conduta em cargo público por "abusar de sua posição de autoridade para manipular e se prevalecer sobre outros para sua própria gratificação sexual" em relação a 16 homens, entre 1977 e 1992.

As alegações dos delitos de Ball vieram à tona em 1993, quando ele foi advertido pela polícia, mas não foi levado a julgamento. Ele renunciou ao cargo, mas continuou a realizar oficializações em igrejas até 2010.

A Igreja da Inglaterra anunciou na segunda-feira que Welby havia ordenado uma revisão independente para examinar se a igreja "devidamente avaliou o possível risco que bispo Ball pode representar para os outros e respondeu adequadamente às preocupações e declarações apresentadas pelos sobreviventes".

Ele também irá examinar a cooperação da Igreja com a polícia e outros órgãos estatutários, e se ela "compartilhou informações em tempo hábil, identificando tanto as boas práticas como as deficiências".

A revisão, a qual uma fonte da Igreja insistiu que seria transparente e "sem medos ou favores", está prevista para ser publicada no próximo ano. "Ela vai olhar para quem sabia o quê, quando – e agiu de forma adequada", disse a fonte. Os membros do painel de revisão ainda não haviam terminado.

George Carey, o arcebispo de Canterbury durante a primeira investigação da polícia, disse que estava ciente do caso naquela época. "Eu vi uma série de relatórios que pareciam dar a impressão enganosa de que eu interferi no processo de justiça contatando o Crown Prosecution Service. Eu só o fiz depois que Peter Ball fora advertido. Eu queria ter certeza de que a justiça tinha sido feita", disse ele no mês passado.

Os sobreviventes de abuso sexual têm criticado a condução dada pela igreja ao caso.

Depois que Ball admitiu as acusações no mês passado, Phil Johnson, que alegou que há 19 anos atrás Ball abusou sexualmente dele quando tinha 13 anos de idade, disse que as duas últimas décadas acumularam-se em encobrimentos estabelecidos.

"Ele é muito bem relacionado", disse Johnson. "Houve pressão sobre a polícia desde 1993, quando tudo isso surgiu pela primeira vez. Isso vem acontecendo há anos".

"Há muitas, muitas vítimas que lutaram por um longo tempo para vê-lo enfrentar a justiça e não foram acreditadas. A igreja e os poderosos conspiraram para encobrir no mais alto nível as transgressões do bispo Peter Ball durante muitos anos".

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