ONU: Reduzir 25% da comida desperdiçada no mundo salvaria 870 milhões de pessoas da fome

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

18 Agosto 2015

Reduzir em apenas 25% a quantidade de comida que é jogada no lixo seria necessário para salvar quase 800 milhões de pessoas que correm risco de morte por desnutrição. Relatório publicado pela FAO (órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) diz ainda que essa redução em um quarto no desperdício de alimentos também ajudaria as 870 milhões de pessoas que sofrem de fome ao redor do mundo.

A reportagem foi publicada pelo sítio Opera Mundi, 15-08-2015.

De acordo com a ONU, a questão do desperdício de comida — que, além de impedir que se alcance níveis satisfatórios de segurança alimentar, também tem consequências em mudanças climáticas — é o símbolo da ineficácia dos sistemas de distribuição e consumo de comida em várias partes do planeta.

Nos países ricos, joga-se no lixo anualmente uma média de 670 milhões de toneladas; enquanto nos países em desenvolvimento, a média cai levemente, para 630 milhões de toneladas. Entre os tipos de alimentos, desperdiça-se 50% de frutas e vegetais produzidos, além de 35% de peixes, 30% de cereais e 20% de carnes.

O relatório da FAO, entretanto, fixa uma diferença entre comida ‘perdida’ e ‘desperdiçada’. A primeira é algo não intencional, fenômeno comum em países em desenvolvimento: se deve a falta de infraestrutura e problemas em equipamentos e rede de transportes.

O desperdício de comida, ato voluntário, é mínimo em regiões mais pobres. Nos países ricos, a situação é a inversa: grandes quantidades de comida são jogadas fora em função, sobretudo, segundo aponta a FAO, de padrões de qualidade alimentar que supervalorizam a aparência dos alimentos.