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05 Junho 2015

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 14,12-16.22-26 que corresponde à celebração do Corpo e Sangue de Cristo, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. No Brasil celebra-se o 10° Domingo do Tempo Comum.

Eis o texto

Fonte: http://www.periodistadigital.com/religion/

Os estudos sociológicos destacam-no com dados contundentes: os cristãos das nossas igrejas ocidentais estão abandonando a missa dominical. A celebração, tal como ficou configurada ao longo dos séculos, já não é capaz de alimentar a sua fé nem de vincular à comunidade de Jesus.

O surpreendente é que estamos deixando que a missa “se perca” sem que este fato provoque reação alguma entre nós. Não é a eucaristia o centro da vida cristã? Como podemos permanecer passivos, sem
capacidade de tomar qualquer iniciativa? Por que a hierarquia permanece tão calada e imóvel? Por que os crentes não manifestam a preocupação com mais força e dor?

A defecção pela missa está crescendo inclusive entre quem participa nela de forma responsável e incondicional. É a fidelidade exemplar destas minorias que está sustendo as comunidades, mas poderá a missa continuar viva só à base de medidas protetoras que asseguram o cumprimento do rito atual?

As perguntas são inevitáveis: Não necessita a Igreja no seu centro de uma experiência mais viva e enraizada da ceia do Senhor, do que a que oferece a liturgia atual? Estamos tão seguros de fazer hoje bem o que Jesus quis que fizéssemos em Sua memória?

Será a liturgia que temos repetido desde há vários séculos o que melhor pode ajudar nestes tempos, os crentes a viver o que viveu Jesus naquela ceia memorável onde se concentra, se recapitula e se manifesta como e para que viveu e morreu Jesus? É a que mais nos pode atrair a viver como Seus discípulos ao serviço do Seu projeto do reino do Pai?

Hoje tudo parece opor-se à reforma da missa. No entanto, cada vez será mais necessária se a Igreja quer viver do contato vital com Jesus Cristo. O caminho será longo. A transformação será possível quando a Igreja sinta com mais força a necessidade de recordar Jesus e viver do Seu Espírito. Por isso também agora o mais responsável não é ausentar-se da missa, mas contribuir para a conversão a Jesus Cristo.

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