“A Igreja tem uma atitude excessivamente passiva, necessita de uma mudança radical”, afirma Pagola

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Por: Jonas | 09 Abril 2015

O teólogo e escritor José Antonio Pagola (foto) apresentou, ontem, no Museu da Evolução Humana de Burgos, seu livro Grupos de Jesus, no qual advoga pela evolução da Igreja que, em sua opinião, precisa de uma “mudança radical”.

 
Fonte: http://goo.gl/wcTiiq  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 08-04-2015. A tradução é do Cepat.

Em declarações aos jornalistas, Pagola sustentou que na atualidade está se vivendo uma “mudança social sem precedentes”, diante da qual a Igreja tem uma atitude “excessivamente passiva” e deve “reagir”.

Neste sentido, aquele que foi vigário geral do bispo de Donostia, José María Setién, enfatizou que o papa Francisco pode realizar “mudanças profundas” nas estruturas da Igreja, mas considerou que a evolução deve surgir das paróquias onde a “fé está estagnada”.

Em sua opinião, o caminho futuro para a Igreja não parte das instituições, nem de “decretos reformistas”, mas, sim, dos “pequenos núcleos” de cada paróquia que convidam para “voltar a Jesus” e oferece propostas concretas em seu livro e página web www.gruposdejesus.com.

O percurso proposto por Pagola procura ajudar a conhecer melhor Jesus e enraizar sua mensagem através de quarenta temas, em sete etapas, que aprofundam no Evangelho e que, por meio da Internet, permite uma participação aberta entre todos os grupos.

O desejo expresso pelo sacerdote guipuzcoano em defesa do trabalho das paróquias não coincide, em Gipuzkoa, com um período de plena comunhão. No atual momento, completa-se um mês do documento que se tornou público pelo grupo Eutsi Berrituz, por meio do qual acusam o bispo José Ignacio Munilla de demonstrar uma “grave incapacidade para criar comunhão eclesial e reunir os esforços necessários para uma ação pastoral eficaz”.

Em um escrito dirigido aos fiéis de Gipuzkoa, em razão dos cinco anos de ministério episcopal do bispo, o grupo diocesano censurou o fato de que Munilla “tente se apresentar como um homem de diálogo”, já que o balanço de sua gestão não aponta precisamente nessa direção.

Os que assinaram este escrito advertiam que caso se prolongue essa situação, haverá um aumento na divagação das comunidades cristãs e igualmente continuará “enfraquecendo-se, cada vez mais, a atividade da diocese”. Para o grupo cristão, a discrepância eclesial tem se aprofundado, condicionando, assim, em boa medida, a missão pastoral e evangelizadora dos organismos diocesanos e paroquiais.