Juventude perdida: mais de 50% dos homicídios do Vale do Sinos envolveram jovens

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Por: Guilherme Tenher e Marilene Maia | 27 Fevereiro 2019

Dados do Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA revelam uma realidade alarmante em relação à população jovem: o número de homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos aumenta a cada ano. Só no Vale do Sinos, o número de mortes de cidadãos nessa faixa etária aumentou 20% entre os anos de 2003 e 2016. Essa tendência também aparece nos dados relativos ao Rio Grande do Sul e à Região Metropolitana de Porto Alegre.

Confira essas informações com mais detalhes no texto abaixo:

No ano de 2016, o Rio Grande do Sul registrou 3.225 homicídios. Dentre este registro, 1.608 estão relacionados à morte de jovens entre 15 e 29 anos, sendo 92% ou 1.487 homicídios de homens e 8% ou 121 homicídios de jovens do sexo feminino. Este número é 69% maior que aquele registrado no ano de 2003 (1.908).

A taxa de homicídio para homens negros a cada 100.000 habitantes encontrou-se 20 pontos percentuais acima da taxa para homens não negros em 2016, sendo 68,5 e 48,9, respectivamente. Já a taxa de homicídio para mulheres não negras, também calculada por 100.000 habitantes, foi de 5,21, número ligeiramente maior que a taxa de homicídio para mulheres negras: 4,89.

A Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA registrou 1.915 homicídios em 2016. Os homicídios envolvendo a população entre 15 e 29 anos representou, no mesmo ano, 55% do total das mortes registradas na região e 32% dos homicídios contabilizados no estado. Em 2004, por exemplo, os jovens com essa faixa etária representavam 58% do total de homicídios na região. Ademais, analisando a faixa temporal 2003-2016, conclui-se que o número de homicídios de jovens aumentou 75%, passando de 599 em 2003 para 1.048 no último ano da série. 

O Vale do Sinos contabilizou 463 homicídios em 2016. Dentre esse número, 233 eram de jovens entre 15 e 29 anos, representando 50,3% do total. Em 2008, os jovens chegaram a representar 55% do total de mortes registradas na região. Assim como a RMPA, o Vale do Sinos apresentou uma tendência ascendente no número de homicídios na população jovem. Foram 194 em 2003, passando para 233 em 2016, registrando um aumento de 20%.

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