O cardeal filipino Luis Antonio Tagle, a reforma da Igreja e o próximo pontificado

Luis Antonio Tagle | Foto: Vatican Media

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09 Dezembro 2019

"O próximo Papa certamente será escolhido pelo Conclave, mas obviamente não do nada... A nomeação do Cardeal Tagle é um ato de governo que se refere diretamente à reforma da Igreja."

O comentário é de Luis Badilla, publicado por Il Sismografo, 08-12-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o comentário.

O próximo Papa certamente será escolhido pelo Conclave, mas obviamente não do nada...

Permanece sempre uma verdade monolítica, como certa vez falou um "leão" da Igreja, há mais de 60 anos, o cardeal Giuseppe Siri, então arcebispo de Gênova: "Os papas são escolhidos no Conclave" ... É verdade absoluta. A história mostra isso, pelo menos aquela dos últimos séculos. No entanto, os chamados "papáveis" muitas vezes ajudaram a entender o significado da história, suas dinâmicas, o equilíbrio das estruturas de poder e as influências intraeclesiais. Siri também sabia disso por experiência pessoal: ele participou de quatro Conclaves e em pelo menos dois ele entrou como papável.

"Os Papas são escolhidos no Conclave" não foi apenas uma frase feliz ou um comentário espirituoso para se livrar dos jornalistas. Essas palavras foram e ainda são uma grande pílula de sabedoria de um homem da igreja que governou a diocese de Gênova por mais de 40 anos (1946/1987).

Uma das muitas razões importantes pelas quais a frase do arcebispo Siri é densa e cheia de verdade é esta: todo Conclave faz história por si e é assim porque todo Conclave não pode ser desconectado do Papa e do pontificado aos quais os cardeais eleitores devem encontrar um substituto como Bispo de Roma e Sucessor do apóstolo Pedro.

Essas breves e simples considerações nos ajudam a ressaltar a relevância transcendental da nomeação, hoje, pelo Papa Francisco do Arcebispo de Manila (Filipinas), Cardeal Luis Antonio Tagle, como o novo Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o dicastério missionário por excelência em uma Igreja que o Pontífice gostaria toda e sempre missionária, valor colocado no centro da nova Constituição Apostólica "Praedicate Evangelium", que com toda probabilidade será promulgada no próximo dia 28 de junho.

O nome do cardeal Tagle circula há algum tempo entre os realmente "papáveis" (muito poucos). A partir de hoje, esse nome também entra no restrito círculo que poderia ser a matéria-prima inicial de um eventual Conclave. A partir de hoje, portanto, o pontificado de Jorge Mario Bergoglio entra em uma nova fase, cujo horizonte é a irreversibilidade da reforma em andamento há sete anos e ainda inacabada, irreversibilidade que deve ser preparada e garantida.

O próximo Papa certamente será escolhido pelo Conclave, mas obviamente não do nada...

A nomeação do Cardeal Tagle é um ato de governo que se refere diretamente à reforma da Igreja.

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