Arcebispo Scicluna: papa oferece medidas concretas para a proteção dos menores

Arcebispo Scicluna | Foto: Portal da Diocese de Malta

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30 Março 2019

O arcebispo Charles Scicluna fala ao Vatican News sobre a publicação de três documentos sobre a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis por parte do Papa Francisco.

A reportagem é de Lydia O’Kane, publicada por Vatican News, 29-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Pouco mais de um mês depois da reunião sobre a “Proteção dos Menores na Igreja”, no Vaticano, o Papa Francisco publicou nessa sexta-feira, 29, um motu proprio e outros dois documentos relativos ao cuidado pastoral dos menores dentro do território do Estado da Cidade do Vaticano.

O arcebispo Charles Scicluna foi um dos organizadores da cúpula de fevereiro e também é secretário adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé.

Falando sobre a divulgação dos três documentos, ele explica que “essencialmente são leis, e dois deles são leis emitidas pelo Santo Padre como soberano do Estado da Cidade do Vaticano”. O terceiro documento, diz, consiste em “diretrizes para o cuidado pastoral dos menores dentro do território do Estado da Cidade do Vaticano”.

Proteção de menores e vulneráveis no Estado da Cidade do Vaticano

O arcebispo assinala que os documentos “não pretendem se dirigir ao restante do mundo. Na realidade, eles contemplam a situação concreta do Estado da Cidade do Vaticano; um número de menores que moram lá, trabalham lá ou visitam, e tudo diz respeito à proteção dos menores e ao dever de denunciar o abuso de menores quando ele ocorre dentro do Estado da Cidade do Vaticano ou mesmo entre departamentos do Vaticano que são extraterritoriais, que estão fora do Vaticano, mas sempre dentro da sua jurisdição”.

Diretrizes

Referindo-se às diretrizes para o cuidado pastoral dos menores, o arcebispo maltês afirma que elas podem servir de modelo para os bispos e as Conferências Episcopais, e tratam também de cuidar das vítimas de abuso, enfatizando o dever de denunciar e o dever de cuidar também para as comunidades.

O arcebispo diz que uma das coisas que ele acha impressionante é a “ênfase nos direitos das vítimas e no dever das autoridades, sejam elas pastorais ou legais, de informar as vítimas sobre os seus direitos; de assegurar, dentro do sistema criminal do Estado da Cidade do Vaticano e também dentro das diretrizes pastorais, o cuidado pelas vítimas e também o cuidado por toda a comunidade impactada pelos crimes hediondos de abuso sexual de menores ou de pessoas vulneráveis”.

O arcebispo Scicluna observa que os documentos seguem “as melhores práticas em países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia (...) Escócia e Irlanda”. “Eu acho que é um bom dia para o Vaticano”, diz, “porque realmente está feito aquilo que a Santa Sé pediu que outras pessoas fizessem”.

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