“Seria grave se quisessem ‘vender’ o Papa”, disse bispo sobre a Scholas

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Por: André | 12 Julho 2016

Dom Sánchez Sorondo falou sobre as denúncias contra a instituição impulsionada por Francisco, da qual é vice-presidente.

A reportagem é publicada por Gaceta Mercantil, 09-07-2016. A tradução é de André Langer.

O bispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo, nomeado pelo Papa Francisco vice-presidente da ONG Scholas Occurrentes, disse no sábado que seria “grave” se “quisessem ‘vender’ o Papa”, em alusão às denúncias contra os diretores da entidade.

Nomeado em 1998 por João Paulo II chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, Sánchez Sorondo é homem de consulta do Pontífice e mora no Vaticano há 43 anos.

Em sua participação no programa Tormenta de ideas, que vai ao ar pela MDZ Radio, fez alusão à carta que Francisco enviou à Conferência Episcopal Argentina por ocasião do Bicentenário da Independência, na qual advertiu que “a Pátria, assim como a mãe, não se vende”.

Para o bispo, outra carta de Francisco, enviada à Scholas Occurrentes, “foi muito clara”, disse e assumiu que os diretores agem por conta própria. “Sobretudo, no que diz respeito à Argentina e à Fundação Canônica Privada”, esclareceu.

Neste sentido, destacou que a Scholas trabalha muito bem na Espanha, mas disse que não sabe como a fundação age na Argentina. “Parece-me que Del Corral desmentiu as acusações. Mas, se fosse como dizem as denúncias, seria grave, porque seria um pouco como vender o Papa”, concluiu.

O bispo referiu-se deste modo às denúncias do programa de televisão de Jorge Lanata, que foi ao ar no domingo, 03 de julho, que envolvem os diretores da fundação, José María del Corral e Enrique Palmeyro.

Lanata denunciou que esta instituição teria pedido dinheiro a anunciantes em troca de uma visita privada ao Sumo Pontífice na Santa Sé.

Também referiu-se às supostas rusgas entre Francisco e o presidente Mauricio Macri e os atribuiu a “um setor minoritário” que tenta criar uma imagem negativa do Papa.

“O povo argentino adora o Papa e por isso querem que vá visitar o país. Há pessoas que querem identificá-lo com um setor político, mas é um grupo minoritário”, acrescentou.

Assinalou, também, que as últimas declarações do líder da Igreja católica acalmaram esse setor. “Pelo menos não vejo alguns deputados criticando o Papa”, apontou.

“Penso que é um dos papas que mais sucesso está tendo em seu pontificado, comparável com João XXIII e João Paulo II, mas ainda mais. Está construindo pontes para levar adiante no mundo a paz mundial”, concluiu.

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