Na maratona da Laudato si', a liderança é da Companhia de Jesus

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04 Abril 2016

Na noite de São José, 19 de março, terceiro aniversário da eleição de Jorge Mario Bergoglio ao sólio pontifício, a Basílica de São Pedro ficou às escuras por uma hora, assim como outros monumentos no mundo e em adesão a uma campanha da World Wildlife Fund contra os combustíveis fósseis.

A nota é de Sandro Magister, publicada no seu blog Settimo Cielo, 23-03-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Na noite do dia 8 de dezembro, tinha ocorrido o oposto. A fachada e a cúpula de São Pedro não ficaram às escuras, mas foram iluminadas à noite por um ambicioso espetáculo "son et lumière" [som e luz] de exaltação à natureza, realizado e financiado pelo Banco Mundial e das fundações ecologistas Okeanos e Vulcan.

Ambos os espetáculos não fizeram escapar um mínimo aceno do Criador, embora ocorressem no coração da cristandade. Um e outro exibiam, contudo, uma referência comum à encíclica do Papa Francisco Laudato si'.

O impacto da Laudato si' sobre a chamada "pastoral" da Igreja deveria ser totalmente estudada. Muitas vezes, transparece um obséquio acrítico à cultura dominante, independentemente da fundamentação científica das teorias ecologistas na moda e com quase nada de explicitamente cristão.

Uma curiosa prova dessa modernização das pastoral ocorreu em Trieste, por obra de um centro cultural da Companhia de Jesus, chamado Veritas, atualmente dirigido pelo padre Gaetano Piccolo, filósofo e epistemólogo, vice-editor da revista Rassegna di Teologia, responsável pelo apostolado cultural dos jesuítas da província da Itália.

O centro Veritas de define como "laboratório de pesquisa cultural, aberto ao encontro e ao diálogo inter-religioso e ecumênico". E transformou aquela que era a sua capela em uma "sala de acolhida e de exposição", para uma "oração laica e religiosa, independente do pertencimento".

O centro Veritas programou o seu dia de sensibilização aos conteúdos da encíclica Laudato si' para o dia 7 de maio, véspera, em Trieste, da maratona final da semana de jogo e esporte chamada de Bavisela Running Festival.

O nome que os jesuítas de Trieste deram à jornada é MENS SANA, que é o acrônimo [em italiano] – explicam – de "Maratona de Educação, Natureza, Esporte, Espiritualidade, Arte, Networks e Associações".

O aviso de convocação explica que a jornada "vai traduzir em conversas, laboratórios e jogos a encíclica Laudato si' do Papa Francisco e os 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas".

Em preparação para a MENS SANA, quem proferirá uma palestra sobre a ligação entre a encíclica e a agenda da ONU será o jesuíta Luciano Larivera, assinatura de destaque já do colégio dos escritores da revista La Civiltà Cattolica.

Dulcis in fundo: "A maratona vai concluir na igreja do Sagrado Coração, onde, às 19h, será celebrada a missa pré-festiva da Ascensão, grande mistério da fé cristã e sinal religioso de aliança ecológica planetária".

Com isso, a ascensão ao céu de Jesus também é sistematizada. De acordo com os cânones do ecologismo moderno.

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