'Reforma da Previdência Social e o declínio da Ordem Social Constitucional de 1988' é o tema de capa da revista IHU On-Line desta semana

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Março 2016

Em meio a tremenda crise política, econômica e institucional do País, os rumos da seguridade social e o futuro de milhões de brasileiros e brasileiras são tratados nos balcões de negócio do Estado com o sistema financeiro.  A assim denominada reforma da previdência, possivelmente em pauta, por iniciativa do Executivo, no Congresso Nacional, é o tema em discussão na edição desta semana da revista IHU On-Line.

Como alerta, Guilherme Delgado, economista, “a reforma da Previdência nos termos propostos é apenas o começo do declínio da “Ordem Social Constitucional” de 1988, empurrando o país para uma verdadeira “Ponte para o Passado”.

Participam do debate economistas, pesquisadores, juristas, cientistas sociais e cientistas políticos.

Denise Gentil, pesquisadora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, argumenta que os recursos da Previdência são superavitários, mesmo em tempos de recessão econômica.

Para Amir Khair, economista e mestre em Finanças Públicas pela Fundação Getulio Vargas – FGV, a imposição de cortes na área social representa uma imposição insistente da uma agenda de derrotados.

Guilherme Delgado, doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, considera o tema da reforma, nos termos dados, um retrocesso.

O que está em jogo na reforma da previdência, segundo Maria Lucia Fattorelli, auditora fiscal e coordenadora da organização brasileira Auditoria Cidadã da Dívida, é um modelo de sociedade cada vez mais alinhado às perspectivas de mercado.

O professor Evilasio da Silva Salvador, da Universidade de Brasília – UnB, critica as decisões do governo que, como de costume, opta pela solução do capitalismo financeiro, cortando despesas da área social para “salvar” a economia.

Evandro José Morello, assessor jurídico da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura – Contag, aborda a proposta de mudança previdenciária, propondo um paradigma mais humanista à questão, sobretudo em relação às mulheres trabalhadoras rurais.

Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp e coordenador da rede Plataforma Política Social, destaca que a disputa política em torno da Previdência é, na verdade, um ataque do sistema financeiro ao pacto social da redemocratização, fundamentado na Constituição de 1988.

O historiador e político Raul Pont avalia que a Previdência tem servido de bode expiatório para os interesses do sistema financeiro. “Nesse momento a discussão do sistema previdenciário está capitaneada pela mídia monopolizada e pelos grandes bancos”, sustenta.

Grazielle Custódio David, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos – Inesc, em artigo publicado junto com o tema de capa, reflete sobre a necessidade de uma urgente e pouco participativa reforma previdenciária.

Os cientistas políticos Rudá Ricci e Giuseppe Cocco refletem, a partir dos sobressaltos políticos da primeira semana de março deste ano, o conturbado momento político brasileiro,

O impacto da recente descoberta das ondas gravitacionais no espaço são o tema das entrevistas com Guy Consolmagno, diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, Mario Novello, do Instituto de Cosmologia Relatividade e Astrofísica – ICRA e Marcelo Gleiser, professor do Dartmouth College, em Hanover, nos Estados Unidos.

No segundo ano da publicação, nesta revista, da coluna “Crítica Internacional”, a cargo do Curso de Relações Internacionais da Unisinos, publicamos o artigo Por uma geoestratégia dos povos de Bruno Lima Rocha, o professor de Ciência Política e Relações Internacionais da Unisinos.

A revista IHU On-Line estará disponível na segunda-feira, a partir das 17h, nesta página, nas versões html, pdf e ‘versão para folhear’.

A edição impressa circulará na terça-feira, no campus da Unisinos, a partir das 8h.

Desejamos a todas e a todos uma boa leitura e uma excelente semana!