Minuta de MP autoriza empreendimentos de infraestrutura em terras indígenas

Mais Lidos

  • ‘Incineração, não’: catadores cobram participação efetiva no tratamento do lixo em São Paulo, durante audiência pública

    LER MAIS
  • BR-163 acelera exportações de soja, aumenta emissões de poluentes e aquece esquemas do mercado de carbono

    LER MAIS
  • Os militares leem a Constituição como uma “licença para intervir”. Entrevista com Carlos Fico

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

07 Dezembro 2015

O governo já tem em mãos uma medida provisória que autoriza o avanço de empreendimentos de infraestrutura em terras indígenas. A minuta de MP prevê uma nova compensação financeira aos índios pelo uso de suas terras homologadas. Lideranças da área ambiental rechaçam a iniciativa. O texto também enfrenta forte oposição da Fundação Nacional do índio (Funai).

A reportagem é de Daniel Rittner, publicada por Amazônia, 03-12-2015.

A compensação equivalerá a 2% sobre o valor das áreas, conforme uma fórmula que considera o preço estimado da terra definido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), multiplicado pelo metro quadrado afetado pela obra. No caso de usinas hidrelétricas, existe ainda a previsão de que os índios terão 0,6% de participação nos resultados dos projetos, independentemente de outras compensações vinculadas ao processo de licenciamento ambiental.

Pela minuta da MP, seria criado um Fundo de Apoio aos Povos Indígenas (Fapi), que receberia os recursos provenientes das novas compensações financeiras. Esse fundo ficaria responsável pela distribuição das quantias às comunidades afetadas e seria gerenciado por um comitê formado por representantes da Caixa Econômica Federal e dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Justiça.

Na avaliação de organizações ambientais, o texto é uma forma de abrir caminho para a construção da hidrelétrica do Tapajós, no Pará. Também permitiria a instalação de novas barragens no rio Xingu, onde já está sendo erguida a usina de Belo Monte. Os ambientalistas prometeram agir contra a medida provisória e deverão denunciá-la na CoP-21, conferência do clima que ocorre em Paris.