Reunião tenta preparar acordo do clima de 2015

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

21 Outubro 2014

A conferência do clima de Lima, no Peru, que durará 12 dias a partir de 1º de dezembro, terá que definir como cada país irá reduzir suas emissões de gases-estufa. Outro objetivo da reunião é definir o rascunho do acordo climático global que deve ser assinado em Paris, em dezembro de 2015, para entrar em vigor em 2020.

"Nosso objetivo é conseguir, em Lima, um bom rascunho do acordo, para facilitar o processo em Paris", disse  Manuel Pulgar-Vidal, ministro do Meio Ambiente do Peru. A versão preliminar, com elementos do que o acordo deve conter, está em discussão esta semana em Bonn, na Alemanha.

A reportagem é de Daniela Chiaretti, publicada pelo jornal Valor, 21-10-2014.

"O elemento-chave da negociação será a diferenciação entre os países", disse Pulgar-Vidal, que será o presidente da CoP-20 - o nome da conferência de Lima. Ele se refere aos critérios que colocarão diferenças entre os cortes de emissão de países em estágios de desenvolvimento diferentes, como Estados Unidos, Brasil e a Costa Rica, por exemplo.

A CoP-20 também terá de definir a forma das "contribuições nacionais" - ou seja, o que os países colocarão sobre a mesa em termos de cortes de emissão, por exemplo, e como farão isso. "É a estrutura dessas contribuições, não os números", esclarece Pulgar-Vidal.

Uma ideia de como estarão os ânimos das negociações em Lima poderá ser sentida alguns dias antes, em encontro em Berlim. É ali que os países farão suas promessas financeiras para o Fundo Climático Verde (GCF, em inglês). O Fundo, criado em 2011, começa a decolar agora. "A expectativa é que se transforme no principal mecanismo de financiamento multilateral de apoio à mudança climática", disse Veronica Villena, do Ministério do Meio Ambiente do Peru.

O Fundo já tem US$ 2,4 bilhões para redução de gases-estufa e adaptação aos impactos da mudança do clima - as maiores contribuições são da França e da Alemanha - o que é risível diante dos US$ 100 bilhões ao ano estimados para fazer frente ao desafio a partir de 2020. Espera-se que na reunião de Berlim, em novembro, os países se comprometam com algo próximo a US$ 15 bilhões, diz Mark Lutes, especialista em clima da Iniciativa Global de Clima e Energia do WWF.

A CoP-20 acontecerá em tendas que o governo está montando em instalações do Exército. Os investimentos no evento são entre US$ 80 milhões e US$ 90 milhões. Cerca de 15 mil pessoas são aguardadas. Haverá pavilhões temáticos para debates sobre água, florestas, montanhas e energia. "Esperamos ter uma forte participação da sociedade civil, com espaços dedicados aos indígenas. Queremos inspirar outras CoPs a seguirem este modelo", disse Pulgar-Vidal.