Por um debate sinodal sem pré-conceitos. Artigo de Andrea Grillo

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Por que o ódio digital virou o novo fascismo, desmantelou a ONU e pariu Trump? Entrevista com Christian Dunker

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Outubro 2014

O medo de enfrentar as questões "de doutrina" no Sínodo deve ser vencida. Se não se abordassem esses pontos, se daria apenas uma bela prova de autorreferencialidade eclesial. Isso é precisamente o que o papa – e o bom senso dos fiéis – queria e quererá evitar.

A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu S. Anselmo, de Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, de Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, de Pádua. O artigo foi publicado no blog Come Se Non, 07-10-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A propósito do temor expresso por Basilio Petrà: no seu comentário, Basilio Petrà evidencia um grande limite da Relatio introdutória proposta nessa segunda-feira pelo cardeal Erdö.

Na realidade, das palavras do cardeal, as questões centrais dos divorciados em segunda união parecem encontrar resposta simplesmente em uma ampliação das malhas do processo canônico. Para isso, não era necessário convocar um Sínodo, nem extraordinário, nem ordinário.

Eu diria, ao invés, que no interior de um Sínodo dos bispos, é totalmente inevitável que a palavra do relator comece com grande cautela. Uma expectativa do papa é que o debate seja aberto e que não se tema a dissidência.

A leitura de Petrà me parece inclinar a um pessimismo excessivo. Há pequenas aberturas da Relatio que permitem que o debate reintroduza tudo o que foi esquecido e aprofunde o que foi apenas insinuado.

De fato, o medo de enfrentar as questões "de doutrina" deve ser vencida. Se não se abordassem esses pontos e se limitassem a alguns ajustes de caráter judicial ou administrativo, se daria apenas uma bela prova de autorreferencialidade eclesial. Isso é precisamente o que o papa – e o bom senso dos fiéis – queria e quererá evitar.