Jornal Nacional manipulou documentos para criminalizar manifestantes, dizem advogados

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • O que pensam os especialistas sobre o acordo Irã-EUA?

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 25 Julho 2014

Material veiculado pela TV Globo sequer foi disponibilizado para o desembargador do caso e nem para os advogados dos envolvidos.

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 24-07-2014.

A reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, que relacionou as manifestações no Rio de Janeiro com atos criminosos, mesmo sem ter provas concretas, não passou de uma ‘manipulação de narrativa’ e ‘criação de contextos próprios’.

A análise foi feita pelos advogados ativistas - grupo de advogados que atua em defesa dos manifestantes que vão presos em protestos de rua. A reportagem, que foi ao ar na segunda-feira (21), iniciou dizendo que a Globo teve acesso a ‘depoimentos de testemunhas e escutas telefônicas’.

Esse material, segundo os advogados ativistas, não foi sequer disponibilizado para o desembargador do caso e nem para os advogados dos envolvidos. “No entanto, a emissora conseguiu todo o material em ‘primeira mão’ e publicou no Jornal Nacional”, dizem.

No decorrer da reportagem, uma série de imagens violentas é transmitida pela emissora. Os advogados esclarecem que esse tipo de veiculação ‘é para que o telespectador faça inconscientemente a associação entre os acusados e os crimes’.

Nesta quarta-feira (23), o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro, concedeu habeas corpus aos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça carioca. Em sua justificativa, Darlan declarou que a ordem de prisão carece de fundamentação.