Igreja australiana reconhece seu fracasso em seu ''dever moral'' com relação aos abusos

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25 Março 2014

A Igreja Católica da Austrália reconheceu que fracassou em sua "responsabilidade moral" em relação a uma vítima de abuso sexual infantil durante um processo judicial no qual ela negou que tais maus tratos haviam ocorrido, apesar de ter provas em contrário.

A reportagem é de Dan Box, publicada no jornal The WeekendAustralian, 21-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Depondo na manhã do dia 21 à Comissão Real para Respostas Institucionais ao Abuso Sexual de Crianças, o secretário particular do cardeal George Pell, Michael Casey, disse que essa era "uma posição que não deveríamos ter tomado".

Casey disse que a arquidiocese de Sydney continuou negando no tribunal que o abuso ocorreu, mesmo depois de ter recebido provas de uma segunda vítima que também tinha sido abusada pelo mesmo padre, Aidan Duggan.

A primeira vítima, John Ellis, acabou perdendo o seu caso em 2007, em uma decisão que os advogados da Igreja descreveram como um ato que forneceu "uma significativa proteção para o cardeal e conselheiros" contra outras denúncias semelhantes movidas por vítimas de abuso.

Casey disse que a Igreja tinha fracasso em sua "responsabilidade moral" e "poderia ter trazido muito mais compaixão" durante o tratamento do caso de Ellis.

A decisão de instruir os advogados a continuar negando o fato do abuso de Ellis, mesmo depois de receber provas corroborativas em separado, não é necessariamente a que teria sido tomada pelo cardeal Pell, disse.

"Esses passos ordinários (no processo legal) não teriam sido dados pelo cardeal em cada caso", disse ele à comissão.