Müller fecha, Marx reabre. A porta giratória do Papa Bergoglio

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15 Novembro 2013

Os pontos firmes sobre a comunhão aos católicos divorciados em segunda união, retomados por vontade do Papa Francisco pelo prefeito da Congregação para a Fé, Gerhard Ludwig Müller, no L'Osservatore Romano do dia 23 de outubro, "não podem pôr um fim à discussão", disse o arcebispo de Munique e Freising, Reinhard Marx, na conclusão de um encontro da Conferência dos Bispos da Baviera, conforme relatado pela agência católica Kathweb. Marx é um dos oito cardeais que aconselham o papa no governo da Igreja e na reforma da Cúria Romana.

A reportagem é de Sandro Magister, publicada no blog Settimo Cielo, 13-11-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ao mesmo tempo, no entanto, Müller pediu que a Arquidiocese de Friburgo retire o documento em favor da comunhão aos divorciados em segunda união divulgado no dia 8 de outubro por um escritório pastoral da mesma diocese.

Müller expressou o seu pedido em uma carta ao arcebispo Robert Zollitsch, administrador apostólico de Friburgo e presidente da Conferência Episcopal Alemã.

Na carta, enviada em cópia a todos os bispos da Alemanha, Müller adverte contra o fato de "desorientar os fiéis a respeito do ensinamento da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio".

Quanto à cerimônia para festejar o "pleno retorno" à comunidade dos divorciados em segunda união, descrita no documento que ele exigiu a retirada, Müller lembra como ritos semelhantes foram "expressamente proibidos por João Paulo II e por Bento XVI".

A carta do prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé foi publicada pelo jornal católico Die Tagespost, o mesmo em que, no dia 15 de junho, Müller havia publicado o artigo republicado meses depois pelo L'Osservatore Romano.

A incursão de Marx e a intervenção de Müller são mais um sinal daquela pluralidade de vozes e daquela alternância entre acelerações e freadas que caracterizam o caminho para o Sínodo sobre a família e, mais em geral, o "método" do Papa Jorge Mario Bergoglio ao guiar a Igreja.

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