Herói de Fukushima morre de câncer

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10 Julho 2013

Após o vazamento nuclear em Fukushima - causado pela tsunami que assolou o Japão em março de 2011 - a maioria dos funcionários da usina foi instruída a deixar o local o mais rápido possível. No entanto, o chefe da central, Masao Yoshida, foi um dos que decidiu se arriscar para impedir que o pior desastre nuclear desde Chernobyl tivesse proporções maiores no Japão. Dois anos depois, aos 58 anos, Yoshida morre de câncer de esôfago, segundo comunicado divulgado por sua empresa nesta terça-feira.

A informação é publicada pelo jornal O Globo, 10-07-2013.

Autoridades da Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco), dona da usina, e especialistas afirmaram que a doença de Yoshida não estava relacionada à exposição à radioatividade, devido à rapidez com que se desenvolveu. O engenheiro deixou a chefia da usina em dezembro de 2011, quando anunciou seu diagnóstico de câncer.

Quando o desastre aconteceu, Yoshida tinha apenas nove meses na chefia da usina. A tsunami inundou a central e causou sérios danos aos sistemas de refrigeração dos seis reatores. Três deles sofreram explosões e colapsos, liberando material radioativo no ambiente.

Mesmo que a companhia tenha sido duramente criticada pelo vazamento - que forçou mais de 100 mil pessoas a deixarem suas casas - o engenheiro e sua equipe foram considerados heróis por minimizar os danos do desastre. No entanto, alguns chegaram a acusá-lo de falhar no investimento em reforço na segurança contra tsunamis. Em resposta, ele pediu desculpas afirmando que tinha sido muito “brando” em suas suposições de como uma onda gigante poderia afetar a central.

- Eu tenho medo que estejamos em grande risco - disse ele, em um vídeo gravado durante a operação para conter o vazamento. - Mas vamos nos acalmar um pouco. Respirar fundo. Respirar e expirar - falou à sua equipe.