Greenpeace e Stiglitz: mudanças climáticas custam caro à economia

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Por: Cesar Sanson | 25 Janeiro 2013

Em sua intervenção no Fórum Econômico Mundial de Davos, Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace, lembrou o economista norte-americano Joseph Stiglitz, vencedor de um prêmio Nobel e que disse em artigo recente que a maior ameaça à economia global está nos custos financeiros das mudanças climáticas. E já há dados sobre isso.

A reportagem é de Tina Gerhardt do Common Dreams, e reproduzida por Carta Maior, 23-01-2013.

Ao participar do Fórum Econômico Mundial, que acontece nesta semana em Davos, o sul-africano Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace, fez um forte apelo pela mudança de um sistema econômico-financeiro que “gera desigualdade econômica, destruição ambiental e violência”. Em sua intervenção, Naidoo, o primeiro africano a dirigir a ONG ambientalista citou o economista norte-americano Joseph Stiglitz, vencedor de um prêmio Nobel, que disse em artigo recente que a maior ameaça à economia global está nos custos financeiros das mudanças climáticas.

No recente artigo “As crises após a crise”, Stiglitz apontou que é fácil ignorar problemas de longo prazo enquanto a Europa enfrenta a crise do euro, e os EUA seu buraco fiscal. “Enquanto nos concentramos em preocupações imediatas, elas continuam a agravar-se", escreveu ele. Já há dados interesses sobre isso. Um estudo sobre os custos gerados por eventos climáticos extremos nos EUA entre 1980 e 2011 alcança o valor de US$ 1,06 trilhões. Em 2012, o prejuízo certamente aumento com a Tempestada Sandy, incêncios florestais e secas em diversas partes do território norte-americano.

Cálculos apontam que apenas o Sandy gerou sinistros de US$ 25 bilhões para companhias de seguro, além de, para a cidade de Nova York, US$ 154 milhões em horas-extras e US$ 134 milhões em ações de emergência no setor da saúde e de auxílio social.

“Quem de nós pode pagar por tudo isso?” – costuma perguntar Stiglitz. Entre as soluções que ele defende, estão os investimentos em energia renovável e o desestímulo aos combustíveis fósseis. Para ele, ainda que custoso, esses investimentos poderiam estimular a economia e ajudá-la a deixar a crise para trás.

Kristen Sheeran
, que integra o grupo de diretores da ONG norte-americana Ecotrust, concorda com Stiglitz. Segundo ela, o uso de combustíveis fósseis acaba influenciando toda a organização da economia. “Nós podemos redirecionar as fontes existentes, o capital, a tecnologia e a produção em direção a um modelo sustentável”, afirmou.