Brasil vive 'crescimento explosivo' de universidades privadas, diz 'Economist'

Mais Lidos

  • “60% do déficit habitacional, ou seja, quase quatro milhões de domicílios, vivem nessa condição porque o gasto com aluguel é excessivo. As pessoas estão comprometendo a sua renda em mais de 30% com aluguel”, informa a arquiteta e urbanista

    Gasto excessivo com aluguel: “É disso que as pessoas tentam fugir quando vão morar nas favelas”. Entrevista com Karina Leitão

    LER MAIS
  • "Inflamar o Golfo é um bumerangue. Agora Putin e Xi terão carta branca". Entrevista com Andrea Riccardi

    LER MAIS
  • Povos indígenas: resistência nativa contra o agrocapitalismo. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Setembro 2012

A revista The Economist desta semana traz uma reportagem sobre o que chama de "crescimento explosivo" das universidades privadas no Brasil e afirma que estudantes e investidores estão lucrando com esse cenário.

A informação é da BBC Brasil, 14-09-2012.

"Estudantes nas universidades públicas do Brasil ainda são mais brancos e mais ricos que a média, e é mais provável que tenham frequentado escolas particulares", diz a revista.

"Mas um crescimento explosivo em universidades particulares, com fins lucrativos, está finalmente abrindo a educação superior."

A revista cita dados de 2010, segundo os quais apenas um décimo das cerca de 2,4 mil universidades no Brasil são públicas e três quartos são privadas e com fins lucrativos.

Qualidade

"Nenhuma das instituições com fins lucrativos tem o prestígio ou os recursos das melhores universidades públicas, como a Universidade de São Paulo, estrela solitária da América Latina em rankings internacionais", diz o texto.

"Algumas são pouco mais que fábricas de diplomas de qualidade duvidosa. Mas uma qualificação em uma das líderes pode dobrar o salário de um jovem", afirma a revista, citando um especialista do Banco Mundial.

Segundo a reportagem, as universidades terão de investir em tecnologia se quiserem melhorar a qualidade, cortar custos, manter seus estudantes e atrair outros.

A revista discute ainda a aprovação do sistema de cotas nas universidades brasileiras e cita um especialista em educação da OCDE ao afirmar que "a maneira mais segura de garantir que todos os jovens tenham uma chance justa de entrar nas melhores universidades é oferecer boas escolas a todos".