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09 Fevereiro 2011

Começou com uma marcha nas ruas de Dacar, cresceu com o chamado por uma nova era global e está terminando com um desafio para os ativistas, de levar este clamor além dos corredores do Fórum Social Mundial (FSM).

A reportagem é dos correspondentes da IPS em Dacar e publicada pela Agência Envolverde, 09-02-2011.

O presidente boliviano Evo Morales, que participou da marcha de abertura junto com mais 70 mil apoiadores, fez um apelo para que haja programas de luta social para construir um novo mundo: "Precisa haver conscientização e mobilização para colocar um ponto final no capitalismo e mandar embora invasores, neocolonialistas e imperialistas. [...] Eu apoio o levante popular na Tunísia e no Egito. São sinais de mudanças" disse Morales.

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse aos delegados que as doutrinas liberais impostas aos países pobres no mundo não têm mais lugar na sociedade moderna.

"Na América do Sul, e acima de tudo nas ruas de Túnis e do Cairo, e em muitas outras cidades africanas, está nascendo uma nova esperança. Milhões de pessoas estão se erguendo contra a pobreza à qual estão sujeitas, contra o domínio de tiranos e contra a submissão dos seus países à política dos grandes poderes", disse Lula.

O FSM continua sendo um espaço para o debate aberto e honesto. O presidente senegalês Abdoulaye Wade declarou ser apoiador de uma economia de mercado que a maioria presente no Fórum rejeitaria, e deixou um desafio aos participantes, no que diz respeito ao engajamento para estabeler instituições globais como as Nações Unidas.

"Se vocês que estão aqui, se tivessem apoiado essa ideia, então a África já estaria no Conselho de Segurança. Desde 2000, eu segui o movimento de vocês, mas continuo – e me desculpem a franqueza – me fazendo a mesma pergunta: vocês já obtiveram sucesso em mudar o mundo em nível global?", questionou Wade.

É um desafio que os participantes do FSM – mais de 75 mil pessoas de 132 países realizando mais de 1,2 mil atividades – levaram muito à sério. Apesar de não ter podido ir na edição deste ano do Fórum, o ativista queniano por justiça social, Onyango Oloo, peça fundamental na organização de 2007, sugeriu que a construção de um novo mundo está acontecendo, porém longe da atenção da mídia.

"Esse Fórum deve contribuir para mudar o mundo", disse o historiador senegalês Boubacar Diop Buuba, professor na Universidade Cheikh Anta Diop. "É uma oportunidade para todos aqueles que representam os oprimidos deste mundo falarem entre si", acrescentou.

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