Em Pequim, o cisma verdadeiro já começou

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04 Janeiro 2011

Tempos difíceis para o catolicismo: a situação no mundo está distante do sucesso quase triunfal de algumas décadas atrás. Escreve Massimo Franco: "O que ocorreu na Bélgica, com os bispos sequestrados pela polícia que procurava as provas dos abusos, julgados como crimes e não como desvios... representa um divisor de águas". Mas não apenas a pedofilia: "O progressivo, violento sufocamento das minorias cristãs no Oriente Médio e na Ásia antecipa um cenário que, em um tempo não longo, poderia se tornar comum até nos países europeus" (também Franco).

A reportagem é de Filippo Gentiloni, publicada no jornal Il Manifesto, 02-01-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mas é principalmente significativo o que ocorreu na China, até porque se trata de um país que já tem uma certa importância, à frente de boa parte do mundo. Bispos presos com a força e obrigados a ir à assembleia episcopal condenada por Roma. Mas muito frequentada: em Pequim, encontraram-se 64 bispos, 162 padres, 24 irmãs e 92 membros da Igreja "patriótica". Já é um verdadeiro cisma, embora Roma custe a reconhecê-lo como tal, provavelmente na esperança de freá-lo e de não contagiar também outras Igrejas.

Profunda dor

Porém, a Santa Sé reagiu à convocação da assembleia de Pequim publicando um documento longo e duro no qual expressa sua "profunda dor" pela situação. "A aflição é de que a celebração da chamada assembleia como também a recente ordenação episcopal sem o indispensável mandato pontifício danificaram unilateralmente o diálogo e o clima de confiança iniciados nas relações com o governo da República Popular Chinesa".

Desde os tempos da carta enviada em 2007 por Bento XVI aos católicos chineses, este é seguramente o momento mais difícil nas relações entre a Santa Sé e Pequim. O Vaticano destaca a necessidade do diálogo, mas não cede à exigência do respeito do seus direitos, esperando que aquilo que acontece na poderosa China não seja um termômetro para a presença católica também em outros países.