Presbiterianos unidos repudiam ações de favorecimento no Ministério da Educação

Foto: Luis Fortes - MEC | Ministério da Educação - Flickr cc

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31 Março 2022

 

Diante dos acontecimentos envolvendo o então ministro Milton Ribeiro, educador e pastor da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração, de Santos, São Paulo, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU) emitiu nota, antes da exoneração do ministro, expondo sua posição sobre as irregularidades no Ministério da Educação envolvendo pastores. Existem diferentes ramificações do presbiterianismo no Brasil.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

A nota repudia “que a liberação de verbas por parte do Ministério da Educação deva ser feita prioritariamente aos amigos de um determinado ‘pastor’, mesmo que este seja um pedido especial feito pelo Presidente da República e ainda que haja contrapartidas para beneficiar igrejas evangélicas”.

A IPU, diz a nota emitida no dia 26 de março, “vê com profunda preocupação e tristeza os rumos que tem tomado a educação em nosso país e, apesar de saber que há um pastor presbiteriano à frente do Ministério da Educação, de forma alguma nos sentimos mais representados agora, neste governo, do que estávamos representados pelos três desqualificados ministros que o antecederam”.

Ela lembra que o presbiterianismo brasileiro foi beneficiado pelo trabalho de grandes educadores, como Mary Ann Chamberlain, Eduardo Carlos Pereira, Erasmo Braga, Benjamim Moraes, José Borges dos Santos Jr., Rubem Alves, João Dias de Araújo, Áureo Bispo dos Santos e Joaquim Beato.

Presbiterianos unidos entendem que cristãos têm uma responsabilidade social, e que tanto homens e mulheres podem assumir funções públicas, “mas isso não significa que, por amor ao poder, esses cristãos devam agir como saduceus dos tempos modernos, que se aliam aos governantes de plantão e deixam de agir como profetas no meio de uma sociedade injusta”.

A IPU conclamou seus membros a intercederem pelo país, incentivando-os a assumirem uma cidadania responsável, e a proclamar “os princípios éticos e sociais do evangelho de modo que sejam denunciados todos os erros dos poderes públicos, sejam de omissão ou comissão, que resultem em ameaças ou obstáculos à paz social ou tendam à destruição da nossa estrutura democrática”.

 

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