Trump e o voto religioso

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • O Papa Franciso, mais uma vez, surpreende. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Movimentos no pós-pandemia. Artigo de Raúl Zibechi

    LER MAIS
  • “Não podemos mais ignorar o debate sobre a redução da jornada de trabalho porque funciona para muitas empresas”. Entrevista com Pedro Gomes

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


09 Setembro 2021

 

"O Partido Democrata, que parece perder não só os contatos com os grupos religiosos, mas também qualquer sensibilidade política sobre o assunto, deveria ter muito cuidado para não entregar toda a questão política da religião e das comunidades religiosas nas mãos de Trump e do partido liberal", escreve Marcello Neri, teólogo e padre italiano, professor da Universidade de Flensburg, na Alemanha, em artigo publicado por Settimana News, 08-09-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o artigo.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump promoveu a criação de um National faith advisory board, como parte integrante da organização que devera preparar a sua candidatura para as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, através das quais procura restabelecer e estreitar a relação entre a sua campanha política e as várias comunidades religiosas (cristãs e judaicas) do país.

Um vínculo que já resultou vencedor tanto nas eleições que levaram Trump à presidência quanto nos quatro anos de sua administração. A criação do Board indica, no entanto, que algo não saiu como deveria e como Trump esperava. Em particular, no que diz respeito às comunidades judaicas das quais teria esperado um maior apoio de votos nas últimas eleições - no evento de lançamento do Board, Trump lembrou o quanto sua administração fez por Israel e pela comunidade judaica estadunidense (em particular, a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém). De acordo com várias pesquisas estatísticas, nas últimas eleições apenas algo entre 21% e 30% do voto judeu foi para o ex-presidente.

Além disso, Trump não escondeu uma certa frustração e surpresa com a diminuição do apoio recebido pelo voto católico - ainda que a diminuição em relação às eleições de 2016, no geral, tenha sido apenas de menos 2%. Muito mais marcado é o do setor entre os eleitores/eleitoras católicos brancos: aqui teria passado de 64% em 2016 para 57% em 2020 (no que diz respeito aos estados do chamado Rust Belt, que foram decisivos para sancionar a vitória de Biden).

Trump declarou a intenção de intensificar o diálogo, contato e lobby com a reserva eleitoral católica. A recente decisão do Tribunal Constitucional dos Estados Unidos de não interferir com uma lei do Texas que restringe o acesso ao aborto, foi apresentada por Trump como uma consequência direta de suas políticas administrativas favoráveis às comunidades religiosas cristãs e judaicas do país. Igualmente explícita foi a equiparação da nomeação de juízes de viés conservador do Tribunal Constitucional como imediatamente consonante à boa política religiosa e aos interesses das comunidades religiosas do país.

O Partido Democrata, que como aparelho parece perder não só os contatos com os grupos religiosos, mas também qualquer sensibilidade política sobre o assunto, deveria ter muito cuidado para não entregar toda a questão política da religião e das comunidades religiosas nas mãos de Trump e do partido liberal.

 

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Trump e o voto religioso - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV