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23 Junho 2021

 

Moisés Mendes

O NEGACIONISTA DESQUALIFICA A UFPEL

Osmar Terra acaba de desqualificar o estudo da Universidade Federal de Pelotas sobre a pandemia.

Terra disse na CPI que os testes aplicados pelas equipes da UFPel sobre a Covid dão muito falso positivo e falso negativo. O conselheiro de Bolsonaro tentou esculhambar com o estudo.

É muito atrevimento. O negacionista, que contribui para a disseminação da cloroquina e dos ataques à ciência, deprecia o que é considerado o estudo mais sério feito no país.

O sujeito que errou todas (TODAS) as previsões, para defender a imunidade de rebanho e renegar a vacina, ataca a universidade federal para atingir o epidemiologista Pedro Hallal, que se dedicou a um estudo sério e desafiou a sabotagem de Bolsonaro.

Pedro Hallal, considerado inimigo perigoso pelo bolsonarismo, vem salvando a imagem do Rio Grande do Sul.

(Hallal, ex-reitor da UFPel, será ouvido pela CPI na sexta-feira, dia 25).

 

André Vallias

As mulheres de Bolsonaro

MARILIZ PEREIRA JORGE

As mulheres eleitas na esteira do bolsonarismo são a prova de que não adianta eleger qualquer uma para que a balança da igualdade tenha mais equilíbrio. São parlamentares que jogam contra as causas femininas ou pior. Ora servem de capacho, ora de pano de chão para a nojeira deste governo. O episódio mais recente é protagonizado pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), em Guaratinguetá.

Enquanto um desequilibrado Jair Bolsonaro arranca a máscara e manda a repórter Laurene Santos calar a boca, o tico e o teco, que habitam o espaço quase oco do cérebro da parlamentar, maquinam o que fazer para mostrar subserviência ao presidente e acenar à militância. Zambelli imita o mestre e tira a máscara. É o único tipo de revolução que as “mulheres do presidente” são capazes de promover.

Zambelli et caterva são cota do bolsonarismo (olha, tem até mulher!), servem a um projeto de poder, não à sociedade e muito menos às mulheres. Não à toa, sua atividade no Congresso se resume a pedidos de audiência pública para debater voto impresso, moção de aplauso ao assessor da presidência acusado de gesto racista, celebração do “dia da família” e, excrescência das excrescências, exigência de comprovação de estupro para que o aborto seja autorizado.

Um dos esportes preferidos da direita bolsonarista é atacar mulheres, desfazer do feminismo e minimizar o machismo estrutural da nossa sociedade. Mas são os primeiros a levantar as bandeiras que adoram espezinhar quando lhes convêm. Gritam termos como mansplaining ou manterrupting para defender gente mentirosa como Nise Yamaguchi ou Mayra Pinheiro.

Mas o “feminismo bolsonarista” não para dois segundos em pé. A extrema direita é misógina e antifeminista por natureza, não se importa se o mundo é machista. E mulheres como Carla Zambelli estão no poder para garantir que tudo continue assim.

Mariliz Pereira Jorge

Jornalista e roteirista de TV.

FSP 22.06.2021

 

Companhia das Letras

O Grupo Companhia das Letras manifesta apoio ao neurocientista Carl Hart pelo ataque difamatório e negacionista sofrido nas redes sociais liderado pelo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo. O episódio ocorreu após entrevista de Hart à Folha de S.Paulo sobre seu livro "Drogas para adultos", que acaba de ser lançado pela @editorazahar, em que discute, entre outros temas, as políticas fracassadas de guerra às drogas nos Estados Unidos e no mundo, o preconceito associado ao uso recreativo de substâncias e mitos relacionados ao conceito de dependência química.

Carl Hart é um dos mais respeitados especialistas da atualidade nos efeitos das drogas e seu trabalho é reconhecido mundialmente. É incansável também no questionamento da relação que habitualmente se faz entre consumo de drogas e criminalidade, um flagelo que só contribui para que o ciclo de discriminação racial, marginalização e mortes se perpetue.

Repudiamos a campanha de Sérgio Camargo contra lideranças negras e a cultura brasileira em geral e reforçamos que, assim como Carl Hart, estamos ao lado da ciência, da pluralidade e da liberdade.

 

 

Carlos Emilio Faraco

Via Rosane Pavan.

Bolsomínions que vivem chamando o Idiota de MITO sabem a origem disso? Conto: como ele tem canelas finas, tinha o apelido de Parmito (de Palmito). Foi sendo reduzido a MITO.

E vcs achando que tinha algo a ver com a Mitologia, hein? Bestinhas. Tem a ver com a Parmitologia, Babacas.

 

Rosane Pavan

Dublipensar

 

 

Eduardo Sterzi

Um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro do Brasil bolsonarista. Não duvido que, rastreando o dinheiro, se chegue a tráfico de drogas e/ou armas.

Trecho do relatório: "Sempre expandindo os negócios, sem sócios, sem investidores, sem endividamento e muitas vezes parecendo possuir uma fonte oculta de recursos, que não se explicaria apenas por sonegação fiscal e contrabando de artigos importados para lojas."

 “Povo percebeu que Bolsonaro é mais perigoso que o vírus”, diz Cid. Disponível aqui.

 

 

Paulo Baía

"A patologia do pensamento contemporâneo está na hiper-simplificação que não deixa ver a complexidade do real. Só o pensamento complexo nossa permitirá civilizar nosso conhecimento".

(Edgar Morin)

 

Fernando Altemeyer Junior 

 

 

 

André Vallias

Acho errado ostentar a palavra "cientista" como se ela por si só garantisse ética ou caráter; o fato é que regimes autoritários ou empresas inescrupulosas sempre encontram cientistas para serem cúmplices de seus crimes mais hediondos.

 

Marta Gustave Coubert Bellini

 

 

Marta Gustave Coubert Bellini

LEIAM, LEIAM LEIAM

Chorei litros lendo

Osmair Cândido, 60, é coveiro há mais de quarenta anos. Conhecido como Fininho por causa de seu porte esguio, atualmente ele trabalha no cemitério da Penha, na Zona Leste de São Paulo. Há alguns anos, Cândido conseguiu uma bolsa de estudos e, sempre trabalhando como coveiro e faxineiro, se formou em filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2007. É conhecedor da filosofia alemã e tenta levar para sua rotina o imperativo categórico de Kant, segundo o qual as ações humanas devem ser determinadas por princípios racionais universais. Na ética kantiana, o cumprimento do dever liberta. Cândido cumpre seu dever, por mais duro que ele muitas vezes lhe pareça: “Sou um sepultador, tenho de sepultar”, diz. Dividido entre textos e cadáveres, ele tem o projeto de escrever um livro e contar tudo o que já viu e viveu na carreira, especialmente durante a pandemia. Até junho deste ano, a Covid-19 matou quase 500 mil brasileiros, e São Paulo é o estado que mais registrou óbitos pela doença. Cândido testemunhou o tamanho da tragédia que se arrasta há mais um ano. Neste depoimento, o coveiro filósofo narra os horrores da pandemia e conta como a filosofia o ajuda a lidar com a morte, as dores e os dilemas de sua profissão.

A história do coveiro filósofo. Disponível aqui.

 

 

Gilberto Maringoni

As polícias brasileiras, milicianizadas e armadas até os dentes e com licença para matar, exibem espetacularmente todo o seu fracasso na perseguição a um único homem no interior de Goiás. Para que servem? Para reprimir e matar bestialmente indígenas e pobres desarmados

 

Fernando Altemeyer Junior

Peço uma graça nesta semana de São João, o Batista, por mim e meus amigos. Que o fogo da justiça possa nos aquecer e brilhar!

 

André Vallias

Uma descoberta pop da ciência

MARCELO VIANA

Este ano, me dei de presente de aniversário o livro “A Matemática da Tabela Periódica”. A tabela periódica dos elementos é uma das descobertas mais icônicas da ciência. Saiu dos laboratórios e é representada regularmente em objetos de arte pop: camisetas, xícaras, toalhas e até cortinas de banheiro. Como poderia não ficar intrigado pela matemática por trás desse “golpe de gênio de publicidade” da química?

O problema remonta à antiguidade. O grego Empédocles (aproximadamente 494 a.C.–434 a.C.) acreditava que toda substância é combinação de quatro “elementos”: terra, água, ar e fogo. Mais de dois milênios depois, Antoine Lavoisier (1743–1794) listou 33 elementos em seu “Tratado Elementar da Química”, publicado em 1789. No século seguinte, os químicos buscaram entendê-los e classificá-los.

John Dalton (1766–1844) defendeu que os elementos químicos são formados por partículas indivisíveis, que chamou átomos. As demais substâncias seriam formadas por moléculas, compostas por átomos de diferentes elementos.

Johann Döbereiner (1780–1849) identificou “tríades” de elementos com propriedades semelhantes, por exemplo, lítio, sódio e potássio. Auguste Kekulé (1829–1896) observou que o carbono tem valência quatro, ou seja, seus átomos se combinam com quatro átomos de hidrogênio. Elementos numa mesma tríade têm a mesma valência.

Alexandre-Émile de Chancourtois (1820–1886) foi o primeiro a apontar que quando os elementos são listados na ordem crescente do peso dos seus átomos suas propriedades químicas repetem-se periodicamente. Lothar Meyer (1830–1895) notou discrepâncias nessa lei, uma das quais buscou explicar prevendo a existência de um elemento desconhecido, com peso atômico 73, entre o silício e o estanho. Esse elemento foi identificado em laboratório mais de vinte anos depois e chamado germânio.

John Newlands (1837–1898) foi além no entendimento da lei de periodicidade, apontando que as propriedades físicas e químicas se repetem em ciclos de oito elementos. Ele acreditava que isso estaria relacionado com as oitavas da música, mas sua “lei das oitavas” foi ridicularizada pelos contemporâneos.

A virada teve lugar nos anos 1869–71, com a publicação das tabelas de elementos de Lothar Meyer e, sobretudo, do químico russo Dmitry Mendeleev (1834–1907). Continuaremos na semana que vem.

Marcelo Viana

Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.

FSP 22.06.2021

 

Tom literário 

 

 

Idelber Avelar

Muita gente que não é do Sul, ou que não acompanha política ou que não tem contato com o debate sobre drogas não sabia quem era Osmar Terra, e passou a conhecê-lo na pandemia.

Mesmo para os padrões do bolsonarismo, a mentirada que conta Osmar Terra é de arrepiar. Esse pilantra, que previu que o coronavírus mataria menos de duas MIL pessoas no Brasil (sim, ele disse que mataria menos de duas MIL, e hoje nossa preocupação é ficar abaixo de dois MILHÕES em números reais) é o mesmo pilantra que há décadas vomita disparates sobre os efeitos das drogas, os comportamentos dos usuários de drogas, e o caráter de quem consome as substâncias que ele, do alto de sua ignorância monoglota, decidiu que são "portas de entrada" para outras substâncias ou para o crime.

Osmar Terra é a caricatura total, mas as demências que ele diz são as que orientam a política racista de drogas do Brasil há tempos -- tudo fake news furada, pseudociência, lorota a serviço da indústria do encarceramento.

Não precisa acreditar em mim, perguntem a quem trabalha o tema em tempo integral, o Mauricio Fiore, o Luís Fernando Tófoli, a Ana Carolina de Paula, o Daniel Lomonaco, e toda a turma de pesquisadoras/es e ativistas que conhece esse pilantra de outros carnavais.

Que se sublinhe que a coleção de lorotas contada por esse sacripanta destrói vidas em grande quantidade, já desde antes da pandemia. São vidas fodidas pela criminalização, pelo encarceramento, pela violência policial e pelo estigma da prisão. Vidas que, como sabemos, no Brasil, tem cor. É uma guerra permanente, com foco nas pessoas negras.

Se a CPI não vai ajudar a derrubar Jair, que sirva pelo menos para desmoralizar de vez o safado do Osmar Terra, que é talvez a pior e mais daninha contribuição do Rio Grande do Sul ao mundo. E olha que, como sabe qualquer gaúcho, a lista é longa.

 

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