No documentário “Construindo uma ponte”, o padre James Martin estende a mão de acolhida aos LGBTs católicos

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17 Junho 2021

 

“Nada converte como histórias”, disse James Martin, s.j., durante “Building a bridge” (“Construindo uma ponte”), um documentário do livro de Martin, publicado em 2017, com o mesmo título. Esse livro o colocou no centro das conversas sobre católicos LGBTQs e a Igreja. “Quando Jesus é questionado ‘quem é meu vizinho?’”, fala o jesuíta no filme, “ele não está dizendo ‘aqui estão os 10 pontos que fazem um vizinho’. Ele diz, ‘um homem vai até Jericó...”.

Na história de James Martin, o homem está indo para a boca do inferno da mídia social para enfrentar a indignação hipócrita e um poço de veneno. Não é exatamente uma parábola. Mas pode gerar algumas conversões.

A crítica é de John Anderson, publicada por America, 16-06-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Os diretores Evan Mascagni e Shannon Post dão uma dica de Martin – e de Jesus – em ritmo acelerado, um filme um tanto calculista, mas muito amoroso, que não apenas se aprofunda na questão dos gays na igreja, mas no padre residente em Nova York que se fez, embora relutante, o garoto propaganda da discussão. Uma vez “trabalhador corporativo” e jesuíta tardio, Martin atraiu o tipo de veneno entre os autoproclamados “verdadeiros católicos” – aqueles que parecem acreditar que uma igreja mais condenatória e raivosa traria as pessoas de volta – isso só prova o ponto principal de seu ministério: Deus é sobre amor. E o amor de Deus não se trata apenas de quem você ama.

“Uma pessoa LGBT não deveria se surpreender ao saber que eles são bem-vindos na igreja”, diz Martin. Mas é claro que muitas vezes ficam totalmente chocados.

No interesse de uma divulgação completa, conheço James Martin há vários anos e sou grato a “Building a bridge” por me permitir realmente passar algum tempo com ele. Seguindo o sujeito de uma turnê de palestras a outra, das igrejas e casas até ao jardim que ele mantém no topo da residência dos jesuítas em Manhattan, o retrato feito é de um homem tão em paz consigo mesmo que acalma as almas dos outros.

Christine Leinonen, cujo filho foi assassinado no massacre da boate Pulse, em Orlando, Flórida, em 12 de junho de 2016 (o evento que inspirou o livro de Martin), diz isso depois de seu encontro em Bethesda, Maryland. As pessoas que queriam livros autografados, ou talvez apenas queiram o “oitavo sacramento” – o “sacramento da selfie”, como um franciscano irlandês descreve – parecem felizes por terem escutado palavras sobre aceitação, caridade e tolerância vindas de um representante de sua fé. “Uma pessoa LGBT não deveria se surpreender ao saber que são bem-vindos na igreja”, diz Martin. Mas é claro que muitas vezes ficam totalmente chocados.

Os hostis recebem sua cota de tempo na tela em “Building a bridge” – demasiado, com o resultado de que o documentário parece perder o controle de sua narrativa em certos momentos. Mas isso é uma manobra do cineasta, dar-lhes corda suficiente para se enforcarem: ouvindo gente como Michael Voris, da Church Militant, por tempo suficiente, alguém é levado à conclusão de que sua fixação em atos sexuais diz muito mais sobre eles do que sobre qualquer um que simplesmente queira aceitação da Igreja Católica. E, a propósito, quando se trata de fazer um argumento com base nas Escrituras, o Livro de Levítico é o último refúgio do canalha intelectual.

Pode ser outro estratagema, porém as pessoas em “Building a bridge”, que querem construir uma ponte, são as pessoas felizes no filme. Toda a edição é seletiva, mas as pessoas que fazem fila para protestar contra as várias aparições públicas de Martin parecem profundamente infelizes. A senhora reclamando de “ioga para bebês” porque os bebês estavam sendo doutrinados no hinduísmo foi minha extremista favorita. Mas há uma seleção.

Mesmo essas pessoas podem querer assistir a este filme. Eles podem não ser convertidos. Mas há uma boa chance de que se sintam melhor. Ninguém vai precisar de um diploma em teologia, ou mesmo de familiaridade com o assunto do filme, para achar “Building a bridge” uma experiência instigante e calorosamente envolvente.

 

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