Líderes cristãos britânicos alertam que passaporte para vacinados causará um “apartheid médico”

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • A geração Z é a geração ‘do Fim do Mundo’. Entrevista com Carlos Tutivén Román

    LER MAIS
  • Celibato dos padres no centro do Sínodo. O caso dos abusos impulsiona as reformas

    LER MAIS
  • “A Renda Básica não é em si uma proposta antitrabalho”. Entrevista com Alberto Tena

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


20 Abril 2021

 

Um grupo de ministros cristãos alertou contra a criação de “passaporte de vacinados” no Reino Unido, dizendo que a proposta seria antiética.

A reportagem é de Charles Collins, publicada por Crux, 17-04-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O governo Conservador está considerando usar “certificado de status da covid” para permitir pessoas a entrarem em locais públicos, como boates, espaços de esportes e festivais. Também tem sido sugerido para ser usado em restaurantes e algumas lojas.

Em uma carta aberta ao primeiro-ministro Boris Johnson, um grupo de 1,2 mil anglicanos, protestantes e católicos disseram que o plano “não tem sentido lógico em termos de proteger os outros” e enfatizaram que recusariam implementá-lo em suas casas de oração.

“Se as vacinas são altamente eficazes em prevenir doenças significativas, como os resultados das pesquisam evidenciam, então esses que foram vacinados já estão protegidos; não haverá benefício para eles se outras pessoas forem vacinadas. Ainda, se as vacinas não previnem da infecção per se, mesmo uma pessoa vacinada poderia, em tese, carregar e potencialmente transmitir o vírus, então decidir que alguém tem status de ‘não-transmissor’ com base nos testes de sua imunidade à doença é espúrio”, disse a carta.

Os membros do clero também disseram que a introdução de passaporte para vacinados seria uma forma antiética de coerção e violação do princípio de consentimento informado.

“As pessoas têm muitas razões para estarem indisponíveis ou indispostas a receber as vacinas atualmente disponíveis, incluindo alguns cristãos, por sérias questões de consciência relacionada à ética da fabricação e testes das vacinas”, eles disseram na carta. “Nós arriscamos criar duas sociedades, um apartheid médico no qual as pessoas de baixa-renda que recusarem a vacinação serão excluídas de áreas importantes da vida pública”.

A carta também argumenta que há um “medo legítimo” que tal proposta se torne permanente e seja expandida para incluir outras formas de tratamento médico e “talvez até mesmo outros critérios para além desses”.

“Essa proposta tem o potencial de acabar com a democracia liberal como a conhecemos, e criar um estado de vigilância no qual o governo usa a tecnologia para controlar certos aspectos da vida de seus cidadãos. Assim, essa é uma das mais perigosas propostas políticas já feitas na história britânica”, continuam.

Os líderes cristãos concluem a carta declarando que “sob nenhuma circunstância” fecharão as portas de suas casas de oração para pessoas que não possuírem o passaporte-covid.

“Para a Igreja de Jesus Cristo, excluir aqueles considerados pelo Estado como indesejáveis sociais seria um anátema e uma negação da verdade do Evangelho”, diz a carta, acrescentando que seria uma “traição fundamental de Cristo e do Evangelho”.

 

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Líderes cristãos britânicos alertam que passaporte para vacinados causará um “apartheid médico” - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV