Luteranos contestam lei que obriga pregações em dinamarquês

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20 Fevereiro 2021

Tramita no Parlamento da Dinamarca projeto que introduz a obrigatoriedade de que sermões e outros discursos litúrgicos sejam proferidos ou traduzidos ao dinamarquês. A Igreja Luterana Evangélica contesta a proposta sob a alegação de que, se aprovada,  a lei dificultará a integração de minorias que ela deveria fortalecer.

A informação é de Edelberto Behs, jornalista. 

O Reino da Dinamarca abarca a Dinamarca continental e dois territórios autônomos, a Groenlândia e as Ilhas Faroés. Na Groelândia, a população Inuits, estimada em 54 mil habitantes, comunica-se pelo idioma groenlandês. E no outro território, a língua falada é o feroês.

Mapa da Dinamarca (Foto: Wikimedia Commons)

Afora isso, após a Segunda Guerra Mundial o país recebeu imigrantes de vários países que buscaram asilo, emprego ou estudo na Dinamarca, estimados em 12,3% dos 5,7 milhões de habitantes. Inglês, alemão e sueco são as principais línguas estrangeiras faladas no país. 

O Conselho da Igreja para Relações Internacionais alerta que a lei levará à desconfiança e exclusão das minorias, e abrirá caminho ao “assédio religioso”. A medida afetará várias denominações cristãs, entre elas as igrejas Católica, Ortodoxa, Anglicana e Reformadas.

Reino da Dinamarca com a Groenlândia em destaque (Foto: Wikimedia Commons)

A lei proposta, argumentaram líderes da denominação em carta dirigida à primeira-ministra Mette Frederiksen e à ministra da Igreja e da Cultura Joy Mogensen, é a última de uma série de projetos de lei que “enviam sinais políticos negativos sobre o papel da religião na sociedade”, representando um obstáculo à integração numa sociedade aberta e pluralista.

Da população total, 74% integram a Igreja Evangélica Luterana.

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