Alemanha. Vaticano investiga o grupo de mulheres católicas Maria 2.0

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08 Fevereiro 2021

A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) começou uma investigação do Maria 2.0 um grupo de mulheres católicas da Alemanha. Ao mesmo tempo, a CDF diz ter decidido abandonar o título de “Inquisição”.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por The Tablet, 05-02-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

De acordo com o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), a razão para a investigação é a conexão entre os protestos do Maria 2.0 contra o arcebispo de Colônia que recusou a publicar um relatório de abusos.

O cardeal Rainer Maria Woelki inicialmente prometeu publicar o relatório que ele demandou a um escritório de advocacia de Munique sobre a gestão de casos de abusos na arquidiocese de Colônia. Entretanto, depois de concluído, recusou publicá-lo.

Em novembro do ano passado, em torno de doze membros do Maria 2.0 protestaram do lado de fora da Catedral de Colônia e da residência do arcebispo contra a recusa da arquidiocese em publicar o relatório de abusos e contra o “abuso de poder” da Igreja.

Um porta-voz do cardeal afirmou ao FAZ que Woelki não denunciou o Maria 2.0 ao Vaticano.

O grupo disse não saber nada sobre a investigação do Vaticano. “Nós ficamos surpresas quando lemos isso”, falou Lisa Kötter, uma das fundadoras do Maria 2.0, em entrevista ao katholisch.de, site oficial da Conferência dos Bispos da Alemanha.

Maria 2.0 foi fundado em 2019, em Münster, e é uma associação livre de diversos pequenos grupos espalhados pela Alemanha. O grupo é a favor da ordenação de mulheres e é apoiada por muitas associações de mulheres católicas da Alemanha. O Maria 2.0 também insiste na equidade de gênero e reavaliação sem reservas do escândalo de abusos.

“Elas são partes da Igreja, são nosso povo”, falou dom Georg Bätzing, presidente da conferência dos bispos alemães, em entrevista ao jornal Publik Forum.

As notícias emergiram apenas alguns dias depois de o cardeal Luis Ladaria Ferrer, prefeito da CDF, falar ao Vatican News que o escritório doutrinal não é mais “uma Inquisição”.

Ele disse: “Nossa missão é promover e proteger a doutrina da fé. Essa é uma tarefa que sempre precisará existir na Igreja, a qual tem o dever de transmitir e ensinar os apóstolos para a próxima geração”.

Chamada de Suprema e Sacra Congregação da Inquisição Universal quando instituída em 1542, a congregação foi estabelecida como um tribunal exclusivamente para casos de heresia e cisma, mas suas responsabilidades se expandiram para incluir “tudo relacionado diretamente ou indiretamente à fé e à moral”, de acordo com o site da CDF.

“O passado de nossa congregação permanece pesado, pois nem sempre reconhecemos as profundas mudanças ocorridas na Igreja e na Cúria Romana nos últimos tempos. Não somos mais a Inquisição; o Índice [de Livros Proibidos] não existe mais”, disse Ladaria.

“Certamente, a forma concreta de realizar esta tarefa mudou ao longo dos séculos e podemos imaginar que continuará mudando”, disse o cardeal. “Mas a preocupação com a fidelidade à doutrina dos apóstolos sempre permanecerá”.

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