Aritana Yawalapiti, líder histórico do Xingu, morre por complicações da covid-19

Cacique Aritana morreu aos 71 anos | Foto: Antonio Scorza/AFP

Mais Lidos

  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

07 Agosto 2020

Cacique ajudou irmãos Villas-Bôas a fundar o Parque do Xingu e era uma das maiores lideranças indígenas do país.

A reportagem é de Leandro Melito, publicada por Brasil de Fato, 05-08-2020.

O cacique Aritana Yawalapiti, líder histórico do Xingu, morreu nesta quarta-feira (5) por complicações causadas pela covid-19. Ele tinha 71 anos e estava internado havia duas semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital São Francisco, em Goiânia.

Aritana assumiu a liderança dos Yawalapiti na década de 1980, aos 19 anos, antes da criação do Parque Indígena do Xingu. Ele era um dos últimos remanescentes dos povos que caçavam e pescavam com arco e flecha na região.

O líder cresceu em torno dos irmãos Orlando e Cláudio Villas-Bôas, com que trabalhou conjuntamente para a criação da maior reserva indígena do mundo.

Enquanto um dos mais respeitados caciques do Xingu, ele passou a atuar na defesa dos direitos dos indígenas, especialmente em relação à demarcação de terras, preservação ambiental, saúde e educação.

Nos últimos anos, Aritana lutava contra a ameaça etnocultural promovida pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido). Em entrevista ao site De Olho nos Ruralistas, em março de 2019, ele foi enfático ao rebater declarações do presidente sobre “integrarindígenas à sociedade capitalista.

“O governo tem uma dívida histórica com os indígenas. Tomaram tudo o que tínhamos, principalmente dos parentes de outras etnias: terra, madeira, riquezas minerais. Então, tem mais é que dar melhorias. E sem contrapartida. Queremos internet, televisão, dentista? Sim, precisamos! Mas que respeitem a nossa forma de vida”, disse à época.

Leia mais